Unicamp estima R$ 48 milhões para tirar do papel ou concluir obras atrasadas desde 2016


Projeção da universidade feita a pedido do G1 indica obras paradas há pelo menos dois anos. Em meio à crise financeira, instituição trabalha na elaboração de plano diretor para melhorar gestão. O campus da Unicamp, em Campinas
Reprodução/EPTV
A Unicamp estima necessidade de aplicar R$ 48 milhões para tirar do papel ou finalizar obras incompletas pelo menos desde 2016, de acordo com levantamento da Diretoria Executiva de Planejamento Integrado (Depi). Naquele ano, o G1 e a EPTV, afiliada da TV Globo, mostraram que nove construções estavam nesta situação.
Segundo a universidade, o andamento depende de recursos próprios. A principal fonte para financiamento das atividades é obtida por meio do repasse de valores arrecadados pelo governo do estado com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) – atualmente, 2,19% do total.
Obras da Unicamp no papel ou inconclusas em 2016
A Unicamp destaca que o ritmo dos trabalhos foi influenciado pela baixa na quantidade de receitas disponíveis, decorrente da queda na arrecadação feita pelo estado a partir de meados de 2015, em meio à crise econômica nacional. Com isso, obras e serviços relacionados à infraestrutura dos campi – localizados em Campinas (SP), Limeira (SP) e Piracicaba (SP) – foram contingenciados.
“Infelizmente a situação financeira continua crítica. Priorizamos o que é urgente, tudo que envolve segurança”, falou o reitor, Marcelo Knobel, no cargo desde abril do ano passado.
De acordo com ele, a projeção é de que a universidade registre um déficit orçamentário na casa de R$ 240 milhões neste ano, o que coloca em risco a reserva estratégica em 2019.
No ano passado, a universidade decidiu elevar o valor cobrado no bandejão – aprovado com uma faixa de isenção aos que têm renda familiar per capita interior a 1,5 salário mínimo; fez corte de 30% nas gratificações para docentes e funcionários; extinguiu o duplo salário para integrantes da “cúpula”; suspendeu concursos; revisou contratos; e congelou salários e contratações.
Mais obras e problemas
O relatório assinado pelo diretor executivo da Depi, Marco Aurélio Pinheiro Lima, afirma que neste ano foram finalizados nove contratos de obras. Além disso, estão em andamento dez acordos sob fiscalização da Coordenadoria de Projetos e Obras que totalizam R$ 10,8 milhões, entre eles, cinco que devem ser encerrados no próximo ano. Veja detalhes nas tabelas abaixo.
Construções em andamento na Unicamp
Obras finalizadas na Unicamp de janeiro a outubro de 2018
Ao destacar os estudos da diretoria sobre processos adotados pela Unicamp para gestão de obras, Lima pondera que, além das dificuldades orçamentárias, foram constatados “obstáculos” ligados ao “planejamento do território, tomada de decisão e qualidade da terceirização” na execução de obras.
A universidade, ressalta, agora trabalha na elaboração de um plano diretor integrado, para estabelecer diretrizes e condições para remodelar a gestão de obras.
“Tem-se trabalhado, inclusive, para que os investimentos orçamentários para conclusão de empreendimentos iniciados tenham prioridade em relação a outras demandas, o que será definido ainda esse ano pelo Conselho Universitário [órgão máximo de deliberação]”, destaca o diretor.
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