Temer: se não houver diálogo sobre aço, Brasil poderá ir à OMC

74451260_Michel Temer President of Brazil delivers a speech during the annual meeting of the World E.jpgSÃO PAULO – O presidente Michel Temer afirmou nesta quarta-feira que o Brasil vai tentar dialogar com os Estados Unidos, a fim de evitar prejuízo ao país após a elevação das tarifas de aço e alumínio. Se não houver uma solução amigável, porém, o governo entrará com uma representação na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a medida do presidente Donald Trump. Segundo Temer, já houve uma conversa com o diretor geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevedo sobre essa possibilidade.

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aço-1403— Pelos tratados internacionais, as tarifas de importação de aço e alumínio variam de zero a 4,5,%. Subiram para 15% e 10%. Portanto, se não houver uma solução amigável, vamos fazer uma representação à OMC, não unilateralmente, mas com todos os países que tiveram prejuízo. Essa medida coletiva dará mais força à representação — disse Temer, que lembrou que os Estados Unidos é o segundo maior parceiro comercial do Brasil.

O presidente Temer participou da abertura do Fórum Econômico Mundial, em São Paulo, ao lado do governador Geraldo Alckmin e do prefeito João Dória, além do idealizador do fórum, o alemão Klaus Schwab.

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Temer afirmou que o governo brasileiro está conectando as empresas brasileiras que vendem aço aos EUA, assim como as companhias americanas que recebem o produto brasileiro. A ideia é que as companhias trabalhem juntas para conseguir modificar a medida de Trump junto ao Congresso americano.

— Vou telefonar ao presidente Trump. Somos contra qualquer protecionismo. Queremos abertura de nosso mercado e também a abertura dos mercados estrangeiros ao Brasil — disse o presidente.

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, afirmou que aposta no diálogo com o governo americano. Ele lembrou que além da parceria comercial há muitos investimentos entre os dois países, inclusive na siderurgia. Ferreira observou que as companhias americanas que compram chapas de aço brasileiras para fabricação de automóveis ou lava-roupas também serão prejudicadas com a medida.

— Anda não sabemos a extensão total dessas medidas, mas elas trarão impacto negativo também para as companhias americanas e os consumidores. Já pedi um encontro com o secretário de comércio americano para avaliar esses impactos — disse Nunes.


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