Temer diz que militares lutaram pela democracia e regimes fechados ‘lá atrás’

76813386_BRASIL - Brasília - BSB - PA - 17-05-2017 - PA - Presidente Michel Temer participa da cerim.jpgBRASÍLIA – O presidente Michel Temer destacou nesta quinta-feira o papel dos militares na defesa da democracia durante a Segunda Guerra Mundial, ao discursar na abertura da cerimônia “Entre a Saudade e a Guerra”, sobre a participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Ao lado de representantes das Forças Armadas, Temer disse que “lá atrás” a FEB teve papel no combate em favor da democracia contra um regime autoritário que a Alemanha tentava implantar em toda a Europa. A declaração ocorre num momento em que surgiram documentos da CIA revelando que o então presidente Ernesto Geisel sabia da morte de 104 opositores.

— Foi para isso que foram à Itália, para lutar pela democracia. Foram combater em nome da democracia. Relembrar este fato é fundamental para saber que o Brasil lá atrás, em 1943, em 1945, ajudou a restaurar a democracia — disse Temer.

Temer fez questão de dizer que a exposição era o principal fato do dia, sem fazer qualquer referência ao fato de nesta quinta-feira completar um ano que O GLOBO revelou que o empresário Joesley Batista gravou conversas comprometedoras com o próprio presidente da República.

— O dia de hoje está marcado por essa solenidade — disse Temer.

Ao lado dos militares, Temer disse que “cada momento histórico exige um esforço” do governante.

— Cada momento histórico exige um esforço dos brasileiros, em particular de quem governa. Não há homenagem alguma que seja bastante para exaltar aqueles que enfrentaram a morte em nome da liberdade, que combateram regimes autoritários, fechados, em nome da democracia — disse Temer.

O presidente inaugurou a exposição no Palácio do Planalto, com fotografias, cartas e documentos sobre os expedicionários brasileiros. Ele percorreu a exposição ao lado do veterano da FEB, coronel Nestor da Silva, de 101 anos.

Temer evitou aproximação com a imprensa, fazendo apenas um sinal de positivo.

— À medida em que o tempo passa, a memória da FEB se torna mais cara ao Brasil; sempre há de inspirar um profundo sentimento de respeito — disse ele.


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