Sobe para 18 o número de mortos pelo furacão Michael nos EUA

MIAMI, Flórida — O número de mortos após a passagem do furacão Michael nos
EUA aumentou para 18, mas as autoridades temem que outras vítimas fatais sejam
localizadas. Sem energia elétrica e conexões telefônicas, as buscas estão sendo
feitas com apoio de cães farejadores, drones e
equipamento pesado. Na sexta-feira, um corpo foi encontrado em Mexico Beach,
informou Joseph
Zahralban,
chefe dos bombeiros de Miami, na Flórida. Em Marianna, no Condado Jackson, também na Flórida,
foram localizados três corpos, informou o xerife Lou Roberts. LINKS FURACAO— Eu via na televisão, pensando sobre o que os outros vivenciaram, como nas
Carolinas e no Texas — afirmou o prefeito de Mexico Beach, Al
Cathey, segundo a agência Reuters. — Mas é diferente quando você anda por
aí e vê isso e suas emoções desaparecem. Esta é apenas uma pequena comunidade
costeira.O número de fatalidades deve aumentar ainda mais, com as equipes de resgate
indo de porta em porta e fazendo buscas nos destroços em Mexico Beach e
outras comunidades costeiras da Flórida, como Port Saint Joe e Panama
City.— Eu acho que veremos um aumento — disse Brock Long,
administrador da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema, na sigla em inglês). — Nós ainda não
chegamos nas áreas atingidas mais duramente.A contagem de vítimas inclui oito pessoas da Flórida, cinco da
Virgínia, três da Carolina do Norte e uma na Geórgia. As equipes da Fema estão usando tratores e outros equipamentos
pesados para abrir caminho entre os destroços e permitir que os socorristas
façam buscas com cães farejadores.O Michael atingiu a costa perto de Mexico
Beach na tarde de quarta-feira, como um dos mais
poderosos furacões da história americana. Os ventos de 250 km/h levantaram uma
parede d’água, que provocou inundações. A tormenta destruiu bairros inteiros,
deixando apenas uma pilha de destroços. Com exceção do sistema de emergência 911, as autoridades do Condado Bay, o mais atingido pelo furacão, continuam sem
telefone e internet, o que dificulta a comunicação com a população.— Nós não temos nada — disse Ruth Corley, porta-voz da polícia local. — Nós estamos
escrevendo mensagens em pedaços de papel. Estamos fazendo o que podemos com a
mídia que temos.As emissoras locais de televisão ficaram fora do ar por dois dias. O único
canal de comunicação em massa disponível é uma estação de rádio de um colégio,
de onde estão sendo transmitidos os boletins de serviços públicos. As equipes de
resgate estão batendo de porta em porta na busca por vítimas fatais ou pessoas
que necessitem socorro.De acordo com as autoridades locais, 56 pessoas decidiram ficar na cidade e
as equipes de resgate estão tentando encontrá-las. Nas redes sociais,
internautas publicam mensagens procurando informações sobre parentes e amigos.
Uma agência do governo disponibilizou um site com imagens de satélite
atualizadas para que o público possa checar as condições de suas casas.Na sexta-feira, mais de um milhão de residências e negócios estavam sem
energia elétrica entre a Flórida e a Virgínia. A expectativa é que a recuperação
de toda a rede elétrica demore semanas. Nos cinco estados atingidos, o número de
desabrigados chega a 20 mil, segundo a Cruz Vermelha. Entre os moradores que
começam a retornar à Mexico
Beach, a sensação é de desânimo.— Era uma cidade praiana perfeita, sem a mercantilização — comentou a
enfermeira Dottie
Sinclair,
de 57 anos, acrescentando que um restaurante Subway era o único de grandes cadeias. — Eu acho
que nunca mais será a mesma coisa. As pessoas vão juntar as coisas e ir embora —
acrescentou seu marido, Sanny Sinclair.
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