São Carlos tem maior taxa de mortes violentas da região, aponta Ipea


A cada 100 mil habitantes, cidade registrou 23 ocorrências em 2016. Estudo do Ipea aponta cidades da região com mais mortes violentas
Um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) apontou que São Carlos (SP) registra a maior taxa de mortes violentas da região.
Em 2016, o município registrou uma taxa de 23 ocorrências para cada grupo de 100 mil habitantes. Logo atrás ficam Rio Claro (SP), com uma média de 19,4, Araras (SP), com taxa de 11,5 e Araraquara (SP), com 11,4 registros.
Os números levam em consideração não só os homicídios, mas também as mortes violentas de causa indeterminada (MVCI), em 309 localidades com mais de 100 mil habitantes.
A média nacional é de 30 mortes violentas por 100 mil habitantes.
DIG registrou 27 ocorrências de morte violenta em 2016
Reprodução EPTV
Ocorrências
No mesmo período, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) investigou 27 homicídios, sendo que 90% foram esclarecidos. Suicídios e acidentes de trânsito também são considerados mortes violentas.
Segundo o delegado Gilberto de Aquino, 40% dessas mortes estão relacionadas a criminalidade.
“Pessoas que eram envolvidas com contrabando de cigarros, tivemos três casos nesse periodo, e outras com envolvimento com drogas. São os dois que mais tiveram apontamentos aqui no nosso estatístico”, informou.
Para o sociólogo Luiz Fernando Costa de Andrades, a região atrai muita gente em busca de oportunidade de trabalho, mas com a crise registrada em 2018, o desemprego colocou muitas pessoas em situação vulnerável.
“A solução seria, com certeza, investir em politicas públicas qualificadas, movimentando diversos setores, o incentivo a economia, a criativa, a geração de renda, principalmente para a população mais carente”, concluiu.
Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
Leia a notícia completa em G1 São Carlos tem maior taxa de mortes violentas da região, aponta Ipea

O que você pensa sobre isso?