Ruim com ele, pior sem ele!?



 
 
 
 
 
 
 
 
 

       Fiscalizar suas amizades, mandar tirar o batom, controlar suas roupas ou aparência, questionar por que você está online no whatsApp, obrigar a excluir alguém de sua rede social ou pedir todas as senhas como prova de amor. Você conhece estas atitudes? Elas são sinais de relacionamento abusivo.
O relacionamento abusivo ocorre quando um dos lados usa o próprio poder, seja físico, emocional ou psicológico, para controlar o outro, impondo situações constrangedoras e humilhantes ao parceiro. O agressor é muito sedutor e para conseguir o que quer envolve a vítima aos poucos. Geralmente o relacionamento abusivo só é percebido quando a situação chega ao limite, como a agressão física.  
Nas relações afetivas, o agressor, em alguns momentos do cotidiano do casal, trata a vítima com total desrespeito, cinismo, rebaixando-a com afirmações que denigrem seu jeito de ser. Posteriormente, depois de despejada sua ira, tem atitudes opostas pedindo perdão ou com gestos do tipo “eu te amo, vem aqui e me dá um abraço”, sempre acompanhados de promessas de mudança de comportamento, deixando a vítima muito confusa e cada vez mais enfraquecida porque tem sua autoestima diminuída, o que a dificulta identificar o quadro.
Há também outros comportamentos, mais sutis, quando o agressor faz a vítima sentir-se que é incapaz de fazer algo, tornando-a mais dependente, quando a faz sentir-se mal por algum comportamento, mesmo inofensivo,  ou ainda quando não a ajuda e atrapalha suas realizações.
            Quando a vítima tenta reagir, já no limite da sua angústia e fragilidade, faz de forma pouco hábil, o que reforça a convicção de que é desiquilibrada, sentindo-se mais culpada. E quando procura ajuda acaba, na maioria das vezes, acaba voltando atrás preferindo viver nesta “loucura a dois” porque é a única forma que ela conhece. São relacionamentos cheios de altos e baixos, com muitas brigas e confusões, alternados com poucos momentos de paz., sendo que tais momentos enchem a vítima de esperança fazendo-a acreditar em mudança.
Para romper com este ciclo é necessário, inicialmente, que a vítima conscientize-se que tem dificuldade em deixar este relacionamento, mesmo sabendo que traz mais sofrimento do que bem estar. Por isso é preciso procurar o apoio de amigos, familiares e de profissionais para que a pessoa consiga enxergar a situação em que se encontra e perceber que a manipulação anula sua individualidade.
É preciso também melhorar a autoestima, a partir do autoconhecimento, para compreender quais são as dificuldades internas não elaboradas que a leva a buscar, ilusoriamente, a solução nos relacionamentos tóxicos.
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