Pedra voa e quase atinge moradores durante implosão de prédio no DF; veja vídeo


Parte da edificação havia desmoronado em 2017. G1 aguarda resposta da Agefis; empresa diz que vai avaliar gravação. Pedra voa após implosão de prédio em Vicente Pires, no DF
Uma pedra voou na direção de curiosos que acompanhavam a implosão de um prédio em Vicente Pires, Distrito Federal, na manhã deste domingo (5). Por pouco, o detrito não feriu quem estava no local (veja vídeo acima). O edifício foi condenado depois de desabar parcialmente, no ano passado, e matar um técnico.
Além do estilhaço, uma nuvem de poeira se espalhou pela região. Antes da implosão, no início da manhã, a Defesa Civil havia orientado os moradores de 85 condomínios próximos ao prédio que deixassem os imóveis.
Pedra voa após implosão de prédio em Vicente Pires, no DF
Lilian Perez/Arquivo pessoal
As imagens da pedra voando foram feitas pela advogada Lilian Peres, que mora em uma das casas desocupadas e estava atrás da linha de contenção, assistindo à operação.
“A gente percebe que foi um livramento. Tinha criança aqui. Ela conseguiu passar e não atingiu ninguém. Caiu na calçada onde a gente faz caminhada.”
Outra pedra atingiu um cabo de energia de alta tensão. O G1 tenta contato com a Agefis. O detonador Renato Vartuli, da empresa RVS, responsável pela implosão, disse que vai avaliar o conteúdo do vídeo.
Sem risco?
Antes da implosão, a Defesa Civil tinha afirmado, na última sexta-feira (3), que não havia riscos de abalos nas estruturas vizinhas e que os moradores não precisavam se preocupar.
“Não haverá abalos de terra. As edificações que ficam muito próximas ao prédio foram notificadas e foi feito um relatório fotográfico. Se tiver algum dano à propriedade, a empresa vai arcar”, disse Gleydson Andrade, que coordenou a operação.
Bombeiros retiram escombros de prédio que desabou em Vicente Pires. no DF
Corpo de Bombeiros/Divulgação
Ao todo, foram colocados 25 quilos de dinamite nos pilares do primeiro e do terceiro andar. A empresa RVS, especializada em demolições, ficou responsável pela detonação, e todos os custos da operação foram pagos pelo dono do imóvel.
Para a operação, foram deslocados 38 agentes da Defesa Civil, 34 policiais militares, uma van do Bope e três bombeiros, além de representantes da CEB, da Caesb e da Polícia Civil. Na região, foram feitas diversas interdições.
Desmoronamento
Parte do prédio desmoronou em outubro de 2017. O desastre causou a morte do técnico em edificação Agmar Silva, encontrado entre os escombros após 61 horas de busca.
A obra era irregular e, segundo a Agefis, o proprietário do edifício já tinha recebido cinco notificações de interdição, além de uma ordem de demolição. Mesmo assim, as obras no local continuaram.
Em março deste ano, um relatório da perícia da Polícia Civil apontou que a causa do desabamento foi um erro de cálculo das cargas dos pilares de sustentação do prédio, sobretudo nos pilares centrais.
Bombeiros do DF fazem buscas em prédio que desabou em Vicente Pires
Corpo de Bombeiros/Divulgação
Na época, a Defesa Civil havia informado que a parte que sobrou do prédio estava com inúmeras rachaduras e corria o risco de desabar.
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