Para Paes, Bolsonaro cumpriu papel para a democracia ao não apoiar candidatos no Rio


RIO – O candidato do DEM ao governo Eduardo Paes disse, neste sábado, que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) cumpriu um papel importante para a democracia ao declarar que se manterá neutro na disputa eleitoral do Rio, sem manifestar apoio a nenhum dos candidatos ao Palácio Guanabara no segundo turno.— O Bolsonaro cumpriu um papel importante para a democracia hoje ao permitir que a população do Rio possa comparar com lucidez os candidatos. As pessoas estão querendo votar em alguém pensando que representaria o Bolsonaro aqui – disse Paes, fazendo referência ao adversário Wilson Witzel, do PSC. Debate Rio O ex-prefeito afirmou que a eleição para a Presidência não pode servir de “escada” para a disputa eleitoral no Rio.— Estamos disputando uma eleição para governador do estado. A gente não pode usar de bengala a eleição presidencial. É importante que as luzes venham sobre os candidatos — afirmou.Paes também disse acreditar que as eleições não devem ser pautadas com base em apoios políticos.— Não admito que a disputa à cadeira do Guanabara use artifício de quem tem apoio de fulano ou beltrano. Desde o início o deputado Bolsonaro disse que não tinha candidato e estava neutro. Esse candidato (Witzel) que tentar galopar na popularidade no Bolsonaro, na verdade não era candidato do Bolsonaro — afirmou.Em discurso antes de participar de uma carreata no município de Belford Roxo, na Região Metropolitana do estado, Paes manteve o tom mais alto e as duras críticas a Witzel que tem adotado desde que teve início a campanha para o segundo turno.— Além de não ter apoio do Bolsonaro, que aparentemente nem o conhece, estamos descobrindo que ele é quase uma fraude. É uma pessoa que na hora de registrar seu nome junto ao TRE omite informações. Uma pessoa que tenta se comparar ao Moro e ao Bretas, mas ao contrário deles, quando é desafiado a combater a criminalidade sai correndo. Frouxo, como disse o Romário — afirmou Paes.Ao ser questionado sobre o impacto que o apoio de Flávio Bolsonaro (PSL) eleito senador e filho do presidenciável, teve sobre o crescimento da candidatura de Witzel, Paes desconversou.— Eu não trato mais desse tema. Isso foi esclarecido pelo próprio candidato Bolsonaro. Tenho respeito e ele sempre teve o maior respeito por mim. Acho que se ele não estivesse tão restrito à disputa eleitoral poderia dizer o que pensa a meu respeito. Mas não cobro isso dele e nem peço que faça isso. Quero que as pessoas votem em mim pelo que a nossa candidatura representanta. E eu me darei bem com o presidente da República — disse.Em sua fala para a imprensa, Paes ironizou algumas vezes o nome do adversário e tentou mostrar as fragilidades da candidatura do ex-juiz.— Spritzel, Fritzel, Witzel, já estou até confundindo o nome, ele não representa absolutamente nada. É uma pessoa que passou a vida inteira dando carteirada, não tem experiência, não sabe dialogar com o povo. E quando teve de enfrentar a criminalidade saiu correndo como um frouxo, amarelou, teve medo. Como vai enfrentar a criminalidade do Rio com os altos índices de homicídio, tráfico, milícia e tudo que envolve? — questionou Paes.
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