O essencial da manhã: construtoras que lideravam rede de corrupção acumulam prejuízos e demissões

RIO — Dívidas nas alturas, compromissos não honrados, demissões e redução dos ativos são alguns efeitos dos casos de corrupção nas empreiteiras investigadas pela Lava-Jato, como afirma a colunista Míriam Leitão.

A Odebrecht é um símbolo do alto custo do esquema criminoso. Os 130 mil funcionários do passado estão reduzidos a 30 mil. Prejuízos se acumulam. A colunista destaca que, para recuperar os bons negócios, as construtoras terão que mudar a relação com o setor público, e não apenas assinar códigos de conformidade.

E as punições pelos desvios não acabaram. O Tribunal Superior Eleitoral proibiu uma empresa do Grupo Odebrecht de firmar contratos com a administração pública e manteve multa de R$ 6 milhões. A Atvos foi condenada por fazer doações eleitorais acima do permitido por lei.

Tempo para investigar

A Polícia Federal pediu ao STF a prorrogação por 60 dias de um dos inquéritos que envolvem o presidente Michel Temer. A investigação é baseada em delação da Odebrecht sobre pagamento de R$ 10 milhões ao PMDB que teria sido acertado em jantar no Palácio do Jaburu, em 2014.

Lobista do PMDB em casa

Enquanto isso, o ministro do STF Gilmar Mendes mandou soltar Milton Lyra, lobista do PMDB. Ele não poderá deixar o país nem ter contato com os demais investigados por suspeita de desvios no fundo de pensão dos Correios.

Turbulência cambial

Influenciado pelos sinais de crescimento da economia americana acima do esperado, o dólar comercial chegou a R$ 3,662, maior cotação desde abril de 2016, e o turismo passou de R$ 4. A valorização atingiu moedas de países emergentes: peso argentino, lira turca e rublo.

Dívida alta, investimento baixo

O Tribunal de Contas e o Ministério Público do Rio de Janeiro propõem, em pareceres, a rejeição das contas do governador Luiz Fernando Pezão em 2017. Apontam endividamento acima do limite legal e investimentos em saúde e educação abaixo do mínimo exigido.

Crônica da crise que não passa

O Bar Luiz é o símbolo da crise que afastou os clientes da Rua da Carioca. O tradicional ponto do comércio do Rio tem, hoje, 26 lojas fechadas. No restaurante, dono da mais antiga serpentina de chope da cidade, a rotina é de silêncio e espera: mesmo com quadro de funcionários reduzido, a casa luta para manter as portas abertas.

Não vou estar te incomodando

As ligações de telemarketing no fim de semana estão com os dias contados. Está em vigor a lei estadual fluminense que proíbe venda de serviços fora do horário comercial. A empresa que desrespeitar a nova regra pagará multa.

Kim está irritado

O governo da Coreia do Norte não gostou de saber que militares sul-coreanos e norte-americanos iniciaram exercícios conjuntos e suspendeu uma reunião de alto nível com os vizinhos do Sul. A decisão pode levar ao cancelamento do encontro entre o ditador Kim Jong-un e o presidente Donald Trump.

. Ainda assim, a Coreia do Norte cumpriu promessa feita a Trump e começou a desmontar uma base de testes nucleares.

Dormir bem, que mal tem?

Evitar uma boa noite de sono pode aumentar o risco de depressão e desordem bipolar, segundo pesquisadores do Reino Unido, que estudaram, por mais de uma década, as consequências de perturbações no relógio biológico. A pesquisa, que envolveu cerca de 91 mil pessoas, sugere uma relação entre o ciclo cicardiano e problemas mentais.

Alemanha sem o talismã

A lista de convocados da Alemanha deixou de fora o autor do gol do título da última Copa. A ausência de Mário Götze, avalia Carlos Eduardo Mansur, revela decepções, drama pessoal e fartura de opções.

Viu isso?

. Aeroporto Santos Dumont terá autodespacho de bagagens.

. Estado do Rio faz mutirão para pessoas trans alterarem registro civil.

. Emilio Dantas impressiona na estreia de “Segundo Sol”, escreve a colunista Patrícia Kogut.


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