Nos EUA, Moro diz que ‘há esperança’ para empresários que já corromperam

76399587_FILE - This Oct 2 2017 file photo shows Sergio Moro the federal judge responsible for the O.jpgNOVA YORK — O juiz Sérgio Moro, titular da 13ª Vara Federal de Curitiba e responsável pela Lava-Jato, afirmou na noite desta quinta-feira em um evento em Nova York que “ha esperanças” para empresas investigadas e punidas por atos de corrupção descobertos pela operação. Principal orador do jantar bienal do Cato Institute — organização que defende a liberdade —, ele afirmou que, após as condenações e delações premiadas, as empresas começam a mudar seus comportamentos.

Lava-Jato 16/05 — (Muitas das grandes construtoras investigadas pela Lava-Jato) decidiram reconhecer os erros, assumir o pagamento de multas bilionárias e cooperar com as investigações. Há esperança também para eles — disse no evento, onde foi entrevistado por Mart Anastasia O’Grady, colunista do Wall Street Journal.

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Em seu terceiro evento seguido em Nova York, Moro — que foi apresentado pelo presidente do Cato Institute como um “herói nacional” e alguém que “fez a diferença” no Brasil —, que já são 150 condenados pela Lava-jato. Moro falou no evento no mesmo dia em que a juíza substituta de sua cara determinou a prisão de José Dirceu.

Para uma plateia formada majoritariamente de americanos, Moro explicou a operação e disse que a mobilização das pessoas foi fundamental para que a ação anticorrupção, citando que milhões de pessoa foram às ruas no Brasil, apesar de dizer que não julga pela opinião pública, mas sim pela evidência.

— A opinião pública é um remédio forte contra a obstrução da Justiça — disse o juiz.

Moro ainda afirmou que a esperança em um futuro melhor está na população. Ele afirmou que a luta contra desvios é um fenômeno mundial, citando os casos recentes de protestos na África do Sul e na Coreia do Sul.

– Não há mais tolerância com a corrupção e isso da esperança – disse o juiz.

Em sua apresentação, o público presente no elegante restaurante Cipriani aplaudiu quando o presidente do Cato Institute, na apresentação de Moro, citou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso. No evento que ocorre a cada dois anos haverá a entrega do prêmio Milton Friedman para o Avanço da Liberdade para as Damas de Branco, grupo de mulheres cubanas que lutam contra a ditadura na ilha.


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