MP-RJ e Liesa assinam termo para impedir novas viradas de mesa

RIO – O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) assinaram, nesta quinta-feira, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para impedir novas viradas de mesa no Grupo Especial do carnaval. Pelo documento assinado, a Liesa se comprometeu a não permitir mais o descumprimento de uma das regras do regulamento, que prevê o rebaixamento das duas últimas escolas de samba na classificação geral, salvo em casos de evento fortuito ou força maior. A notícia foi antecipada pelo colunista Ancelmo Gois, no GLOBO, nesta quinta.LEIA MAIS: Riotur quer diminuir ‘repeteco’ dos desfiles dos blocosBlocos do carnaval de rua se preparam para comandar festas juninasRiotur levanta possibilidade de retomar projeto da Cidade do Samba 2— A gente atendeu ao chamado do Ministério Público pois entendemos que o objetivo é não descumprir nenhum item do regulamento. Entendemos que o ideal é sempre manter o regulamento, sem alterá-lo após a obtenção dos resultados — afirma Castanheira.O presidente da Liesa, Jorge Castanheira, afirma que o episódio acontecido neste ano, quando a liga decidiu não rebaixar as escolas Acadêmicos do Grande Rio e Império Serrano, últimas colocadas na avaliação dos jurados, deveu-se a situações excepcionais.VEJA TAMBÉM:Fernanda Montenegro declina convite para ser enredo da MangueiraTuiuti contará na Avenida história de bode eleito vereador em FortalezaPortelenses comemoram enredo sobre Clara Nunes no carnaval 2019Salgueiro homenageará Xangô; São Clemente reeditará samba de 1990Na ocasião do não rebaixamento das agremiações, a Liesa alegou ter tomado a medida considerando as dificuldades financeiras pelas quais passaram todas as escolas de samba cariocas devido aos cortes nos repasses de verba determinados pela prefeitura do Rio.De acordo com o Ministério Público, a situação de exceção será permitida apenas mediante deliberação do plenário da Liesa e a eventual decisão deverá ser anunciada ao público sem que tenha sido dado início à apuração do resultado do respectivo desfile. Em caso de descumprimento do TAC assinado, a Liesa terá que pagar multa de R$ 750 mil. O acordo celebrado não terá validade para o resultado dos desfiles deste ano.RELEMBRE: ‘Choradeira pura’, diz Crivella sobre críticas ao carnavalCom a assinatura do termo, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Capital, o MP-RJ se comprometeu a arquivar o inquérito civil Nº 282/2018, que apurava possível violação dos direitos do consumidor por parte da Liesa ao não rebaixar as últimas colocadas no carnaval carioca deste ano.
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