Justiça liberta 38 PMs acusados de receber propina de traficantes


RIO – A juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, da Auditoria de Justiça Militar, determinou a soltura de 38 policiais militares presos na operação Calabar, que revelou um esquema de recebimento de propina do tráfico por PMs do 7º BPM (São Gonçalo). A decisão é do último dia 19 de setembro. Segundo a juiza, “os supostos crimes imputados ao réu são graves, sendo necessário a imposição de medidas cautelares para a garantia da ordem pública e a manutenção dos princípios da hierarquia e disciplina”.Por isso, a magistrada decretou a suspensão do exercício da função pública dos réus, proibiu os contatos dos réus com delegados e agentes da Polícia Civil responsáveis pela investigação e determinou que todos os agentes sejam afastados do 7º BPM, do 12º BPM (Niterói) e do 35º BPM (Itaboraí) — unidades próximas às áreas onde a quadrilha agia, segundo a denúncia do Ministério Público.Links_calabarO pedido de soltura foi feito pela Defensoria Pública, que alegou “o excesso de prazo da custódia, que já ultrapassa mais de um ano, sem que se tenha previsão para o fim da instrução criminal”. O MP, por sua vez, pediu a substituição das prisões por aplicação de outras medidas cautelares. Todos os réus são praças. Pelo menos 11 deles ainda estão lotados no 7º BPM.Alguns deles também respondem por outros crimes, como o sargento Marcio Porto Lagoas, denunciado pelo MP por executar e negar socorro a um jovem em Niterói em março de 2017. Ele responde pelo crime em liberdade.Em dezembro do ano passado a Justiça já tinha substituído a prisão preventiva de 32 réus por prisões domiciliares. A operação Calabar levou 96 PMs para a cadeia e foi fruto de uma investigação da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG). Os agentes respondem pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa.Interceptações telefônicas feitas com autorização da Justiça mostram que policiais negociavam o pagamento de propinas com traficantes por meio de telefones particulares e números sem cadastro. Na denúncia, o MP sustenta que “boa parte do efetivo do 7º BPM constituiu uma organização criminosa”.
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