Justiça concede liberdade a mulher acusada de mandar matar o marido em SP

Eliana Barreto foi presa em 2015 acusada de planejar a morte do marido com a ajuda do amante. Executivo foi morto por pistoleiro na região da Berrini. Eliana é levada em delegacia do Brooklin suspeita de participar da morte do marido Luiz Eduardo Barreto (à direita)
Isabela Leite/G1 e Reprodução/Facebook
A Justiça concedeu um habeas corpus e determinou a liberdade para a professora Eliana Freitas Areco Barreto, que ficou três anos presa acusada de mandar matar o marido, o diretor comercial Luiz Eduardo de Almeida Barreto, na região da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, na Zona Sul de São Paulo, em 2015. Eliana teria contado com a ajuda do amante, o inspetor de segurança Marcos Fabio Zetunsian, que contratou um pistoleiro para matar o marido dela.
A professora estava presa desde a época do crime aguardando julgamento. A defesa dela entrou com vários pedidos de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que por sua vez, remeteu ao Supremo Tribunal Federal.
O ministro Marco Aurélio Mello decidiu conceder liminar no início da julho dando a Eliana o direito de responder em liberdade e de permanecer em sua cidade (Guaratinguetá, no Vale do Paraíba) e comparecer à Justiça sempre que requisitada. A decisão não se estende ao amante.
Acusada de matar marido em SP diz que não planejou o crime
De acordo com a acusação do Ministério Público (MP), o pistoleiro Eliezer Aragão foi contratado pelo inspetor Marcos, que pagou o criminoso com o dinheiro da professora Eliana. O pistoleiro foi preso.
Em janeiro de 2016, a Justiça desmembrou os processos dos supostos mandantes e do acusado de atirar na vítima. O atirador Eliezer foi julgado em maio de 2017 e condenado a 26 anos de prisão.
Matador condenado
Pistoleiro Eliezer de Aragão e arma que usou para matar empresário (no detalhe)
Reprodução/Arquivo/TV Globo e Glauco Araújo/G1
Eliezer era um ex-detento que havia sido solto da prisão por liberdade condicional após ter cumprido 17 anos de prisão por latrocínio (roubo seguido de morte).
De acordo com a denúncia, os mandantes do crime queriam a morte de Luiz para ficarem com o dinheiro do seguro de vida dele, cerca de R$ 500 mil. Eliana usaria o valor para abrir uma sorveteria com Marcos num shopping em Guaratinguetá, interior paulista. Os dois planejavam viver juntos na cidade.
Luiz Barreto e a mulher Eliana; ao lado, foto do amante dela, Marcos Zeitunsian
Reprodução/Arquivo Pessoal/Facebook
De acordo com a acusação, Marcos teria convencido Eliezer a assassinar Luiz depois de mentir para o atirador, dizendo que o diretor comercial havia estuprado a filha de 7 anos do inspetor.
A câmera de segurança de uma padaria gravou o assassinato cometido na Rua James Watt, uma travessa da Berrini, no dia 1º de junho de 2015. Para matar Luiz, Eliezer simulou um assalto. O empresário estava com um amigo.
O pistoleiro roubou pertences dos dois e liberou apenas o colega do executivo, mantendo Luiz na rua. Eliezer, então, usou um revólver calibre 38 para dar três tiros na barriga da vítima e fugiu. Mas acabou sendo preso policiais militares quando tentava entrar na Estação Berrini da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
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