Itaú Cultural encaminha para perícia, no Rio, litografias suspeitas de terem sido furtadas da Biblioteca Nacional

SÃO PAULO – O Itaú Cultural, em São Paulo, está encaminhando para a Biblioteca Nacional, no Rio, as oito litografias de Emil Bauch que integram seu acervo desde desde 2005 e que teriam sido furtadas da biblioteca em 2004. Lá, as obras serão periciadas pela Polícia Federal, com acompanhamento de técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Segundo reportagem da Folha de São Paulo publicada nesta quarta-feira, Laéssio Rodrigues de Oliveira, ladrão confesso de obras raras, afirma em carta enviada ao jornal que as oito gravuras, que fazem parte da coleção Brasiliana do Itaú Cultural, são as mesmas que ele furtou há 14 anos da Biblioteca Nacional. As litogravuras pertencem ao álbum “Souvenirs de Pernambuco”, composto por 12 gravuras de autoria do alemão Emil Bauch. As obras foram impressas na Europa em 1892.

Em nota, o Itaú Cultural informou que as litogravuras estão sendo transportadas para o Rio a fim de que sua origem seja verificada tecnicamente, junto às demais, que permanecem na Biblioteca Nacional. “Já nos comprometemos com a restituição imediata, caso fique comprovado que
pertencem à Biblioteca. O acervo do Itaú Cultural foi construído seguindo preceitos
éticos, e a instituição é a primeira interessada em dirimir quaisquer dúvidas sobre suas
obras. A aquisição das litografias de Bauch, como de resto todo o acervo do Instituto, foi
realizada de boa fé. Nos colocamos à disposição das autoridades para quaisquer
esclarecimento”, diz a nota.


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