Inspetores da Opaq chegam a Douma para analisar suposto ataque químico

DAMASCO – Após forte repreensão internacional contra os governos russo e sírio, os agentes da Organização para Proibição de Armas Químicas (Opaq) chegaram à cidade de Douma, que foi alvo de um suposto ataque químico, informou nesta terça-feira a agência estatal síria Sana. Os investigadores estão na Síria desde sábado e deveriam ter começado o trabalho de análise da cena do crime de 7 de abril, atribuído por países ocidentais ao presidente sírio Bashar al-Assad, no domingo.

No entanto, governos críticos a Assad criticaram Rússia e Síria, acusando-os de impedir a entrada dos investigadores na cidade para poder manipular o local do suposto ataque. A Rússia havia informado na noite de segunda-feira que os agentes poderiam ter acesso a Douma na quarta-feira. Mais cedo, o diretor da Opaq, Ahmet Uzumcu, disse que os governos russo e sírio alegaram problemas de segurança.

O governo francês afirmou nesta terça-feira que é muito provável que tenham desaparecido as provas do lugar onde supostamente foi realizado a ofensiva química antes da chegada dos especialistas, assinalou a chancelaria francesa.

“Até agora, Rússia e Síria continuam negando aos investigadores o acesso ao local do ataque”, afirmou ainda o comunicado, no qual se pede ao governo síria que “dê um acesso completo, imediato e sem obstáculos aos investigadores da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ).

AJUDA FRANCESA

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou na segunda-feira que a França contribuirá com € 50 milhões para ajuda humanitária de urgência na Síria após uma reunião com um grupo de organizações não-governamentais (ONGs) em Paris. Os recursos serão alocados para ONGs e agências da Organização das Nações Unidas que estão trabalhando em solo na Síria, incluindo o escritório da ONU para assuntos humanitários, disse o gabinete do presidente francês.

“Nesta noite, eu reuni ONGs que trabalham em solo na Síria. Diante da situação humanitária, a França está criando um programa de emergência de 50 milhões de euros”, disse Macron em sua conta oficial no Twitter.

Cerca de 20 ONGs participaram da reunião com Macron no Palácio do Eliseu, incluindo Action Aid, Handicap International, Cruz Vermelha e Care. Segundo estimativas da ONU, cerca de 13 milhões de pessoas, incluindo 6 milhões de crianças, estão precisando de ajuda humanitária na Síria, abalada por uma guerra que já dura sete anos e deslocou milhões.


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