Falta de acessibilidade e aluguéis geram realocação de prédio públicos na região

Em Rio Claro (SP), estrutura da Secretaria Municipal da Saúde chega a custar R$ 15 mil mensais. Prefeituras da região tentam economizar saindo do aluguel e ocupando prédios públicos
Falta de acessibilidade e cobrança de altos valores em aluguéis. Esses são os problemas apontados nos prédios usados pelas prefeituras da região.
Em Rio Claro (SP), estrutura da Secretaria Municipal da Saúde chega a custar R$ 15 mil mensais.
Antes, a estrutura era cedida pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas por falta de acessibilidade e garagem, cerca de 70 funcionários trabalhavam em salas improvisadas e estacionavam de forma irregular. Por conta disso, o órgão foi realocado.
Porém, mesmo com o valor alto, o secretário de Saúde Djair Claudio Francisco afirmou que a mudança trouxe economia para os cofres públicos.
“O valor que estamos aqui é inferior aquele que era pago em todos aluguéis em imóveis absolutamente inapropriados ao atendimento que eles se prestava. Iremos economizar com essa reordenação de locações em torno de R$ 90 mil”, disse o secretário de saúde Djair Claudio Francisco.
Câmara Municipal de Araras
Reprodução/EPTV
Mudanças
O prédio da Câmara Municipal de Araras (SP), no bairro Belvedere, é usado gratuitamente desde 1991, mas em maio deste ano, a Secretaria da Fazenda exigiu a desocupação do local em 30 dias.
Segundo a Câmara Municipal, o aluguel do imóvel está avaliado em cerca de R$ 24 mil mensais, somando quase R$ 300 mil por ano, mas sem condições de manter, o órgão tenta negociar novo valor para não mudar o atendimento.
“A ideia é que o valor possa chegar a R$ 8 mil, porque todo dinheiro economizado na Câmara pode ser aplicado no Executivo, investimentos em áreas prioritárias como saúde, educação e segurança. Temos até o fim do ano para negociar.”
Obra do novo prédio da Câmara Municipal de Conchal
Reprodução/EPTV
Gastos
A Câmara Municipal de Conchal (SP) também recebe queixas por falta de acessibilidade. O prédio pertence a prefeutira, mas em 2009, o Ministério Público (MP) exigiu providências para que a estrutura recebesse a população devidamente.
A obra teve início em 2014 e deveria ter sido entregue em fevereiro de 2017, mas após problemas de repasse de verba, a construção orçada inicialmente em R$ 1,5 milhão permanece parada.
“Os valores das obras são reajustados conforme o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), ultrapassamos R$ 50 mil devido ao reajuste. Acredito que em outubro estaremos inaugurando a casa de leis de Conchal”, disse o presidente da Câmara de Conchal, Sid Sampaio Correia.
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