Equador retira segurança adicional em sua embaixada em Londres

74673043_FILES This file photo taken on May 19 2017 shows Wikileaks founder Julian Assange speaking.jpgQUITO — O presidente Lenín Moreno ordenou nesta quinta-feira retirar imediatamente a segurança adicional da embaixada equatoriana do ativista australiano Julian Assange.

Um comunicado divulgado pela Secretaria Nacional de Comunicação informou que esta missão diplomática “manterá a segurança normal semelhante à do resto das embaixadas equatorianas no mundo”.

O órgão não deu detalhes da segurança adicional nem as razões de tal decisão, embora nos últimos dias uma publicação do jornal britânico The Guardian observou que a embaixada tinha agentes infiltrados e uma operação de segurança para proteger e simultaneamente espionar Assange, fundador do site especializado em vazamentos Wikileaks.

Esse ativista se refugiou lá há quase seis anos para fugir da extradição para a Suécia para responder por acusações de crimes sexuais, o que ele negou.

O ativismo político permanente de Assange comprometeu as relações do Equador com outros países, pelo qual lhe impediu o acesso à internet desde 28 de março depois que postou mensagens contra a Alemanha e em defesa do separatismo catalão. Ao fazer isto, contradisse um pedido expresso do governo equatoriano para que evitasse pronunciamentos públicos.

Tanto Assange quanto o Equador temem que, se deixar a embaixada, seja extraditado para os Estados Unidos, onde poderá ser processado por vazar milhares de telegramas secretos diplomáticos e militares.


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