Em comunidades do Rio, Forças Armadas já destruíram 1.006 barreiras do tráfico


RIO — No Rio, as barricas, que segundo o Dicionário Aurélio são trincheiras provisórias, erguidas para garantir a defesa de um determinado localelas, ganharam outro significado: identificam comunidades dominadas por traficantes, que instalam obstáculos para impedir a entrada da polícia e de facções rivais. Para tentar dar um fim às barreiras do crime, o Gabinete de Intervenção Federal tem agido, desde que foi implantado, em fevereiro, em duas frentes: inteligência e engenharia. Até o último dia 5, já foram feitas 1.006 remoções, consideradas fundamentais no combate ao tráfico.A estratégia tem sido usar imagens de satélites, mapeamentos aéreos e incursões terrestres para localizar os bloqueios com mais rapidez e precisão. O serviço de Engenharia do Exército, por sua vez, passou a identificar quais equipamentos devem ser empregados para o desmonte. Links_barreiras-rioA maior parte das barreiras vencidas, até agora, ficavam em São Gonçalo. No município, foram ao chão 291 desses obstáculos. Logo depois, aparecem os complexos do Chapadão e Pedreira, que perderam, juntos, 168 barricadas. Na Baixada Fluminense, foram 166 e, na Vila Kennedy, localidade que foi uma espécie de laboratório da intervenção federal na segurança, 133. Em cada uma das regiões, as características das construções erguidas por bandidos são diferentes — há desde e trilhos de trens até geladeiras que são fixadas com concreto. Em agosto, as tropas federais retiraram em Antares um pula-pula em que os criminosos usavam até crianças para afastar a polícia. Responsável por identificar como cada desmonte deve ser feito, o que pode mobilizar marteletes ou até rompedores de concreto, o oficial de Engenharia e Assuntos Civis do Comando Conjunto, coronel Mauri Marcelo Félix de Freitas, lamenta a facilidade com que, a despeito dos esforços das forças de segurança, traficantes repõem o material retirado.Em março, militares do Exército retiraram barricadas na Vila Kennedy, mas, cinco horas depois, elas foram reinstaladas por moradores. Eles contaram ter sido obrigados por bandidos da região a receber caminhões de areia e uma grande quantidade de cimento. Com o material, tiveram que reerguer os obstáculos. info – barricadas tráfico 1310Leia a reportagem na íntegra.
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