Drama da menina Malala inspira peça infantil


À primeira vista, a realidade de uma criança paquistanesa nada tem a ver com a de uma carioca. Mas olhando para ambas as regiões com mais cuidado, várias semelhanças vão sendo encontradas, como mostra o espetáculo “Malala – a menina que queria ir para a escola’, em cartaz no Sesc Ginástico.- Ao ler o livro da Adriana (Carranca) percebi a relação entre esses dois lugares, o Rio e o Paquistão. As crianças que convivem com balas perdidas lá não são diferentes das daqui. E, para transpor esse drama para o palco, voltei à minha própria realidade, de criança que sempre estudou em escola pública, rodeada por comunidades. A peça se passa em um cenário que retrata um quintal e eu relembrei o meu a fim de dar vida àquela história. Revisitei brincadeiras antigas para encontrar a Malala que existia em mim – lembra o diretor Renato Carrera. Saiba maisAssim como o livro, o espetáculo conta a saga de uma jornalista que vai apurar o que realmente aconteceu com a menina Malala Yousafzai e por que ela estava sendo perseguida. Tudo de forma lúdica, mas sem omitir os fatos. – A Adriana conseguiu imprimir essa leveza no livro e encontrar o tom certo para falar com as crianças. Nossa dificuldade foi retratar tudo, cenicamente, com a mesma poesia. Para isso, fizemos uso do humor para deixar o que essencialmente é muito pesado, mais leve – frisa Carrera.Em cena, estão o Vale do Swat, no Paquistão, a escola da menina, a guerra e até o Talibã.- A trama se passa num
quintal brasileiro. É como se fossem crianças cariocas lendo aquele livro, contando aquela história. E esse quintal é mágico, nele tudo se transforma: peteca
vira caneta, balão vira abóbora, tijolo vira cadeira – conta o diretor. A trilha sonora é assinada pela cantora Adriana Calcanhotto, que compôs músicas especialmente para a montagem. – Fiquei muito feliz por ter sido lembrada para escrever canções para a peça porque acompanho a trajetória de Malala desde sempre, com muita admiração por sua coragem e inteligência – celebra Calcanhotto.O espetáculo fica em cartaz no Sesc Ginástico até o dia 21 de outubro e depois fará temporada no Teatro Oi Casa Grande até o fim do ano.
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