Dia da Criança: nunca é cedo demais para começar a poupar

RIO — Brinquedos e aparelhos eletrônicos continuam sendo os principais produtos que as crianças recebem no dia 12 de outubro. No entanto, há pais que preferem dar aos filhos um presente do qual eles não vão poder desfrutar imediatamente, mas que será muito útil no futuro: um plano de previdência privada. Antes restrita e vista com certa desconfiança, essa modalidade de investimento pode servir para garantir a aposentadora dos pequenos quanto para custear os estudos ou um intercâmbio. Educação financeira – infância— Quando o plano que os pais traçaram para o filho vai levar mais de seis anos para ser cumprido, vale a pena investir em previdência privada — explica Humberto Sardenberg, superintendente da Icatu. — O primeiro passo é sair da inércia e fazer um investimento, por menor que seja. Nos dois primeiros anos, os pais vão adequar esse depósito ao orçamento e depois calcular quanto podem investir na previdência da criança.Sardenberg explica que, quanto mais cedo for feita a previdência privada, menor terá de ser o aporte mensal, o que contribui para que o investimento não pese tanto no orçamento da família. Entretanto, ele pontua que é importante que os pais tenham suas próprias finanças organizadas antes de fazerem investimentos para os filhos.— Os pais são os maiores exemplos. Se suas finanças forem bagunçadas, eles não vão passar boas lições para as crianças e, dependendo da situação, terão de recorrer à previdência do filho para salvar o orçamento — diz Sardenberg.Mesada ainda é uma boa ferramentaAlém de poupar para os filhos, os pais devem introduzir lições de educação financeira desde a infância, conforme explica Sandra Blanco, economista da plataforma de investimento da Órama: — A partir dos 6 anos, os pais já podem começar a falar sobre dinheiro com as crianças, uma vez que elas já aprenderam algumas operações matemáticas na escola.Sandra explica que, além de conversar, os pais precisam mostrar, na prática, como é feita a administração do dinheiro. Um exemplo que ela indica é levar a criança ao supermercado ou a alguma loja. Lá, os pais devem explicar a diferença entre os produtos que são necessários e aqueles que são apenas desejados.Outra ferramenta para ajudar na conscientização sobre como administrar o dinheiro é a velha mesada.— Os pais podem dar um valor mensal ou semanal, dentro do seu orçamento. Com isso, a criança vai aprendendo a fazer escolhas e ter a ideia de que, caso queira algo mais caro, precisa poupar — diz Sandra.Já no caso dos adolescentes, no lugar da mesada, aconselha ela, uma boa opção é dar um cartão de crédito pré-pago:— Os pais recarregam o cartão com a quantia acordada, e o filho passa a ter tanto a noção do real valor do dinheiro como a do cuidado com seus pertences e com a segurança de seus dados pessoais.info – simulação renda tempo 1110
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