Centenas de pessoas saem em cortejo do Auto do Círio em Belém


O cortejo saiu da Praça do Carmo até a praça D. Pedro II, onde ocorre a apoteose e o encerramento. Durante o percurso, diversas apresentações e performances artísticas divertem o público. Multidão pelas ruas da Cidade Velha, no Auto do Círio em Belém.
Reprodução / TV Liberal
Centenas de pessoas tomaram conta de ruas da Cidade Velha, em Belém, no cortejo do Auto do Círio na noite desta sexta-feira (12). Iniciado às 19h, a 24ª edição do festejo traz como tema “Maria, Diversidade do Amor”. Entre o público, artistas da música, teatro, dança e outros compõem a multidão.
O cortejo saiu da Praça do Carmo, seguindo pela ruas Dr. Assis, Padre Champagnat, passando pelo Largo da Sé, Tomázia Perdigão até a praça D. Pedro II, em frente aos Palácios Lauro Sodré e Antônio Lemos, onde ocorre a apoteose e o encerramento.
Público acompanha o cortejo dramático com diversas performances de artistas paraenses.
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O Auto é coordenado pelo professor mestre Tarik Coelho; tem direção cênica de Cláudio Didimano; e curadoria do professor doutor Miguel Santa Brígida.
A temática deste ano aborda a diversidade cultural, religiosa, artística de Belém, nas matrizes negras, indígenas, católicas, do encantado.
Para o diretor Didimano, o momento é de mostrar a relação de afeto e carinho com a cidade, celebrando Maria. Ele disse que o espaço é sobre a cultura da diversidade do amor na cidade, misturando emoções.
“A nossa condição humana aliada à diversidade é um dado, um fato, é uma realidade. O foco central da diversidade gira em torno das encruzilhadas dos afetos. O diferente com o outro, a diversidade do amor”, comentou.
Público do Auto do Círio se anima com danças, música e festejos.
Reprodução / TV Liberal
Tradição
Criado em 1993, o Auto do Círio, enquanto programa de extensão da Universidade Federal do Pará, já é tradição artística durante a festividade do Círio de Nazaré. O cortejo sai sempre na sexta-feira que antecede o Círio de Nazaré.
Durante o cortejo dramático, apresentam-se diversas performances teatrais, de dança e de música. A ideia do projeto é tentar revitalizar o centro histórico da cidade, promovento o exercício da prática e do ensino das artes pelo teatro de rua.
A iniciativa reúne atores, bailarinos, cantores, cenógrafos, figurinistas, entre outros. A construção do espetáculo envolve, na sua produção, atividades como a montagem, a estrutura de palco, a iluminação, a estrutura de som, além da encenação de estações. O espetáculo é reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como patrimônio imaterial atrelado à Festa do Círio de Nazaré e como atração artística e turística do Pará.
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