Canecão: Ministério da Cultura oferece patrocínio para restaurar painel de Ziraldo

RIO — O anúncio de que a UFRJ vai recorrer ao BNDES para voltar a explorar o espaço onde funcionava o Canecão, em Botafogo, Zona Sul do Rio, como o Globo noticiou, é visto “como uma luz no fim do túnel” pelo Ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão. Segundo Sá Leitão, em encontros para tratar da importância da reabertura do prédio, ele acenou que sua pasta está disposta a colaborar. E ofereceu que o Ministério da Cultura pague os custos da restauração do mural de 32 metros de comprimento por seis metros de altura conhecido como “A Última Ceia”, pintado por Ziraldo em 1967, em uma das paredes da antiga choperia Canecão.O painel é um dos maiores deste tipo no país. Professores da Escola de Belas Artes e da Faculdade de Arquitetura já fizeram as primeiras intervenções na obra. Estima-se que 40% dela está preservada, e poderá ser restaurada. O restante deverá ser refeito. Parte dos painéis estava escondida por trás de arquibancadas, que foram demolidas. Segundo Sérgio Sá Leitão, o ministério da cultura aguarda apenas que a reitoria apresenta um projeto de restauração. — É uma luz no fim do túnel. Há muito que a cidade e o x cultural esperam que a UFRJ faça algo para que o Canecão volte. Este acordo com o BNDES foi uma sugestão que eu apresentei ao reitor da UFRJ quando tivemos uma reunião para tratar do assunto no ano passado. Fico feliz que tenha sido aceita e que tenha havido um acordo de fato — disse Sérgio Sá Leitão — Acho até que demorou muito para a universidade tomar a decisão de reabri-lo. Mas espero que a reitoria leve o projeto adiante, porque várias vezes já vimos o anúncio de que o Canecão seria revitalizado, sem sucesso — completou.Fechado há quase oito anos, após uma longa batalha judicial que garantiu a reintegração de posse para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Canecão, uma das mais famosas casas de espetáculos do Rio por quatro décadas, ainda não tem data para reabrir. O palco pelo qual passaram muitos artistas, inaugurado pelo empresário Mario Priolli em 1967, encerrou as atividades em 15 de outubro de 2010 para ser transformado não só em um espaço de promoção de cultura, mas também de educação, ensino e ciência da UFRJ. Porém, por falta de recursos, o projeto não foi à frente e todo o mobiliário que havia no local está abandonado. Quem passa pelo local, mesmo de fora, percebe os sinais de decadência do imóvel.Pelo acordo firmado, o BNDES prestará assistência técnica para identificar consultorias que vão desenvolver modelos para licitar o terreno e outros imóveis da universidade. A ideia é que, em vez de pagar aluguel pelo uso das instalações, os vencedores assumam contrapartidas como reformas e construção de restaurantes e moradias para os universitários. Segundo a UFRJ, a escolha das consultorias deve ocorrer em 30 dias. O acordo entre UFRJ e BNDES foi firmado na quinta-feira. A UFRJ está fazendo um levantamento dos imóveis que serão licitados. Além do espaço onde funcionou o Canecão, há prédios na ilha do Fundão, na Praia Vermelha e no Centro. Um novo modelo de gestão será elaborado para a antiga choperia. A reitoria garante, no entanto, que não há nenhuma participação do Ministério da Cultura no processo.Informações sobre o projeto a ser implantando no Canecão, diz a reitoria, só será divulgadas após a próxima sessão do Conselho Universitário, que pode ocorrer nos próximos quinze dias.
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