Ateliê de artista e ativista chinês Ai Weiwei é destruído em Pequim

Escavadeiras demoliram o prédio sem aviso prévio, não foi possível remover algumas obras do local. As autoridades chinesas demoliram o ateliê do artista dissidente Ai Weiwei em Pequim, enquanto sua equipe corria para remover suas esculturas.
“Eles começaram a demolir meu estúdio ‘Zuoyou’ em Pequim sem precaução”, escreveu ele em inglês.
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Não foi possível remover todas as obras de arte armazenadas no espaço, a súbita destruição colocou algumas delas em risco. Neste sábado, começaram a derrubar as janelas sem avisar com antecedência.
Escavadeira destrói ateliê do ativista Ai Weiwei
REUTERS/Jason Lee
Ai Weiwei é conhecido pelas obras polêmicas que ora usam tabus como temas, oras fazem denúncias políticas. Em 2015, o artista e ativista dissidente da China deixou o país pela primeira vez em 4 anos após recuperar seu passaporte apreendido.
O governo chinês acusa Weiwei de fraude fiscal e ele chegou a ser detido de abril a junho de 2011, o que provocou uma onda de indignação em todo o mundo.
Além do crime fiscal, sua militância por meio das redes sociais, acusando as autoridades de seu país de cercear a liberdade de expressão e desrespeitar os direitos humanos incomodou o governo. Ai Weiwei, que atuou como consultor da dupla de arquitetos suíços Herzog e De Meuron na construção do estádio olímpico chinês em 2008 (também conhecido como Ninho de Pássaro), investigou por conta própria as causas do desabamento de escolas em Sichuan depois do terremoto de 2008. Revelou o escândalo das ‘tofu-dreg schools’, aquelas escolas nas províncias chinesas feitas com materiais da mais baixa qualidade, especialmente em Sichuan, onde milhares de crianças perderam a vida.
Autoridades destroem prédio de Ai Weiwei em Pequim
REUTERS/Jason Lee
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