Alunos dos EUA farão homenagem de 17 minutos a mortos na Flórida

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WASHINGTON — Exatamente um mês depois do massacre que matou 17 pessoas numa escola da Flórida, dezenas de milhares de estudantes americanos abandonarão brevemente as suas salas de aula para homenagear as vítimas – por 17 minutos, um para cada estudante ou professor que não sobreviveu à tragédia. O ato tem também um perfil político, uma vez que a chacina reaqueceu o debate sobre o controle de armas no país.

A ação, batizada de Paralisação Escolar Nacional, começará às 10h do horário local. O objetivo é honrar a memória das vítimas que morreram na escola Marjory Stoneman Douglas, em Parkland, e também fazer um pedido contra a proliferação das armas de fogo nos EUA. As medidas defendidas, reproduzidas nas redes sociais com a hashtag #Enough (“Basta”), são a proibição dos aceleradores de disparous e de armas de assalto, como o rifle AR-15 usado pelo atirador Nikolas Cruz na Flórida.

De 19 anos, o autor do massacre poderá ser alvo de um pedido de pena de morte pela Procuradoria. Ele foi indiciado por 17 acusações de homicídio e outras 17 por tentativa de homicídio, em relação aos feridos no seu ataque.

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A Paralisação Escolar Nacional se declara contra toda legislação que leve ao fortalecimento das escolas com mais armas. Foi este o caminho escolhido pelo governo Trimp para responder à tragédia. A Casa Branca apresentou propostas que prevêem não proibir os fuzis semiautomáticos nem elevar a idade de 18 a 21 anos de idade. No entanto, alguns professores com capacitação militar poderiam carregar armas.

O governo promete tornar as escolas tão seguras quanto os aeroportos, estádios ou edifícios públicos. Nos EUA, os ataques em escolas são uma ameaça a alunos de todas as idades.

Um distrito escolar do Texas vem sendo muito criticado por proibir os alunos de participarem de manifestações. Já o superintendente das escolas do condado de Broward, onde está localizada a cidade de Parkland, apoio o movimento e “a determinação dos estudantes para converter a revolta em ação”. Em carta, Robert Runcie disse que os protestos são momentos de aprendizado, em que os estudantes podem demonstrar o seu direito de serem escutados garantidos pela Primeira Emenda da Constituição americana.

Além da manifestação de hoje, os alunos americanos planejam se encontrar no sábado, 24 de março, para uma grande concentração contra as armas de fogo em Washington, assim como em dezenas de outras grandes cidades dos EUA.

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