Alimentos à base de trigo têm alta de 10% no RS, aponta Agas


Principais explicações para aumento está na dependência externa que o Brasil tem do produto e nas variações recentes do dólar. Preço do pão é um dos atingidos pelo alto valor do trigo. Preço do pão francês sofre aumento em supermercados e padarias gaúchas
Um dos principais alimentos do café da manhã está mais caro no Rio Grande do Sul. A alta do trigo acabou impactando no preço final do pão francês, mais conhecido pelos gaúchos como cacetinho. De acordo com a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), o reajuste dos produtos feitos à base de trigo chegou a 10% nos últimos dois meses.
Em Santa Maria, na Região Central do estado, os alimentos vendidos em padarias são feitos com farinha de trigo que vem da Argentina. Seis meses atrás, a saca de 50 kg custava R$ 55. Hoje, chega a R$ 97. As principais explicações para a alta dos itens à base de trigo está na dependência externa que o Brasil tem do produto e nas variações recentes do dólar.
“A gente tem expectativa também que, com a safra, a farinha ceda um pouco o preço e a gente possa reduzir ou manter um pouco mais antes de aplicar esses aumentos”, afirma o diretor de panificadora Alcides Machado.
Pão é um dos produtos impactados pelo aumento do trigo
Reprodução/RBS TV
Teve padaria na cidade que decidiu manter o preço para segurar os clientes. Mesmo com o valor da farinha de trigo mais alto, quatro mil unidades de pães são comercializadas diariamente no local.
A estratégia atraiu o militar Marcelo da Silva, que optou pela padaria após fazer pesquisa de preços no município. “A gente procura pela qualidade e pelo preço também”, garante.
Em outro estabelecimento de Santa Maria, o pão francês não subiu, mas o pão feito com as farinhas de milho e integral está até 6% mais caro. Os consumidores sentem no bolso.
“Não é só o pão, vários outros produtos acabaram subindo. O pão, a bolacha, a massa acabaram subindo, mas são de primeira necessidade”, observa o militar aposentado João Carlos Amorin, que não abre mão dos itens.
Para não abrir mão do cacetinho, a saída é cortar outros gastos. “Como todo bom brasileiro, tu enxuga de um lado para gastar no outro, né?”, brinca o motorista Fernando França.
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