Voluntários da Ambev ajudam ONGs a melhorar sua gestão e a impactar 2 milhões de pessoas em 1 ano


Separadas por algumas centenas de quilômetros, as comunidades carentes de Beverly Hills (SP), Rocinha (RJ) e Paraisópolis (SP) têm algo em comum. Três Organizações Não Governamentais (ONGs) que atendem a essas regiões passaram a contar com uma das principais características do DNA da Ambev: a gestão profissional.Beverly Hills é uma das comunidades atendidas pela ONG Gerando Falcões na periferia de Poá (na Grande São Paulo). No Rio de Janeiro, a Rocinha, a maior favela do Brasil, abriga o Instituto Reação, fundado pelo judoca e medalhista olímpico Flávio Canto. Paraisópolis, na zona sul da capital paulista, é o berço do Instituto Pró-Saber SP. Essas entidades têm como missão incentivar em crianças e jovens o gosto pela leitura, a prática de esportes, as artes e oferecer educação profissionalizante. Conseguir e, principalmente, administrar recursos é um dos grandes desafios no terceiro setor. Essa demanda levou a Ambev, depois de uma experiência-piloto com a Gerando Falcões, em 2017, a criar no início de 2018 o programa VOA, que compartilha seu conhecimento de gestão com 185 ONGs do Brasil. A mentoria é feita de forma voluntária por cerca de 200 executivos da companhia. De janeiro até agora, foram aproximadamente 12 mil horas de consultoria.Além dos mentores, há ainda um grupo de funcionários que decidiu doar parte do seu tempo para ajudar em atividades apoiadas pela empresa.No sábado, 1º de dezembro, foi a vez de um grupo de cerca de mil colaboradores da Ambev participar do Dia do Voa, com atividades em alguns projetos apoiados pela companhia, em oito estados, mais o Distrito Federal, antecipando o Dia Internacional do Voluntariado, comemorado em 5 de dezembro.As ações, que marcaram a conclusão do primeiro ano do programa VOA, aconteceram em São Paulo, Jaguariúna (SP), Brasília, Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Anápolis (GO). Foi a oportunidade de os colaboradores colocarem a mão na massa e verem como as práticas do dia a dia dos negócios têm ajudado tantas ONGs a melhorarem seus desempenhos, conseguindo mais parceiros e aumentando seu impacto de atendimento.Na expressão de quem participou das atividades, nada de cansaço ou arrependimento por doar um dia de folga para ajudar as entidades, mas sim o entusiasmo por saber que está fazendo a diferença na vida de pessoas que precisam. E são muitos os beneficiados. As entidades que receberam a consultoria do programa VOA impactam aproximadamente 2 milhões de pessoas. Ricardo Melo, vice-presidente de gente e gestão, levou as três filhas para a mobilização.– Esta não é minha primeira experiência como voluntário, mas é a primeira vez que engajo a minha família. Vamos todos voltar melhores para casa hoje, depois de um dia tão especial – diz o executivo. Para ele, experiências como essa são importantes também para a companhia, porque mostram como é importante trabalhar de forma coletiva.Fernando Tennenbaum, vice-presidente Financeiro da companhia, lembrou dos tempos em que cursava Engenharia de Produção durante a atividade com as crianças de Paraisópolis para a fabricação de um robô com pernas de canetinha que se movimenta com uma bateria.– No dia a dia, faz parte do nosso negócio estar nas ruas, essa é a nossa rotina. Mas poder ajudar a ensinar uma criança a se desenvolver também é uma forma de aprender. Nada mais lógico fazermos isso, se é no que acreditamos dentro da companhia, no desenvolvimento das pessoas – explica Tennenbaum. Para Maria Cecília Lins, diretora geral do Instituto Pró-Saber SP, a consultoria ajudou a organizar a gestão da ONG e a fixar metas. Hoje são atendidas 120 crianças com idades entre quatro e oito anos (em fase de alfabetização), ou cerca de 5% do total de pessoas da comunidade de Paraisópolis nessa faixa etária. O objetivo daqui a três anos é chegar a 50%, além de levar a metodologia a escolas públicas.– Antes, tínhamos muita preocupação com a captação de recursos, mas percebemos que a medida que a gestão melhora, a captação fica mais fácil e conseguimos chegar a mais pessoas. Quanto maior a nossa excelência, mais sustentáveis seremos. A cerca de 75 quilômetros de Paraisópolis, Edu Lyra, idealizador e presidente da Gerando Falcões, esperava por um outro grupo de voluntários da Ambev para o encerramento das atividades de 2018. Entre os visitantes estavam Bernardo Paiva Pinto, presidente da Ambev, e Flávio Canto, fundador do Projeto Reação, que pôde conhecer um pouco sobre as evoluções obtidas pela ONG de Poá desde que começou a ser apoiada pelo programa VOA. Lyra contou que graças à mentoria que recebeu da Ambev conseguiu, ainda no primeiro trimestre, atingir a meta estipulada para todo o ano de 2018. Apesar do resultado bem acima do esperado, o estilo de gestão aprendido com um dos executivos da companhia de bebidas permanece no espírito da equipe da Gerando Falcões.– Eu trabalhava baseado somente na alegria e no propósito, agora tenho também um sistema de gestão que permite que a Gerando Falcões voe ainda mais alto – diz Lyra. Para o presidente da Ambev, Bernardo Paiva Pinto, o VOA é um exemplo de que é possível mudar a sociedade com conhecimento. – O VOA reflete o que é a Ambev, uma companhia que tem o sonho de unir as pessoas por um mundo melhor. Quando compartilhamos nosso sonho e conhecimento em gestão e conectamos com os sonhos de cada ONG do VOA, é um ganha-ganha. Eles nos devolvem humanidade e nos ajudam a ver o mundo de outra forma. Todo mundo aprende.O executivo contou que os funcionários que decidiram ser voluntários passaram a trabalhar mais engajados e se tornaram mais criativos. Flavio Canto também acredita que 2019 será um ano de consolidação do trabalho de mentoria em sua ONG. – O programa é muito importante. Passamos a falar de resultado e de excelência. Queremos ter no ano que vem todos os indicadores rodando.O edital para partcipar do VOA em 2019 deve sair no início do próximo ano e, como disse Edu Lyra, apoio voluntário é importante não só para as ONGs, mas também para as empresas privadas:– O VOA representa o que as empresas brasileiras precisam fazer. Sair do ar-condicionado, das tabelas e planilhas e invadir as favelas e comunidades, mudar a realidade dos brasileiros – conclui Lyra.
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