Violência denunciada pela Beija-Flor na Sapucaí se espalha pelo Rio

RIO – Entre tantas mazelas sociais destacadas pela Beija-Flor no encerramento da segunda noite de desfiles na Sapucaí, chamou atenção um alerta para a crescente onda de violência no Rio e no país.

Uma das alegorias da escola de Nilópolis destacou cenas de assalto, vítimas de balas perdidas e policiais mortos – imagens que se tornaram comuns ao cotidiano das grandes cidades e que, segundo o enredo, são consequências do abandono do povo pelas autoridades, definidas como ratos e sanguessugas do “terror brasileiro”.

A representação da violência no Sambódromo se materializou em diversas regiões do Rio. Uma onda de violência em meio ao carnaval de rua, que teve três arrastões na Praia de Ipanema em menos de 24 horas, pôs em xeque o planejamento da segurança para a folia carioca.

74827078_RI - Rio de Janeiro RJ - 12-02-2018 - CARNAVAL - Arrastoes assustam turistas e moradores.jpgEntre as vítimas das ações criminosas estavam turistas estrangeiros. Somente das 8h às 16h de segunda-feira, a Delegacia de Atendimento ao Turista registrou 26 ocorrências. Normalmente, os agentes recebem denúncia de seis casos por dia. Dois italianos tiveram ferimentos na cabeça e foram levados a um hospital. Uma chinesa e uma alemã levaram socos no rosto, além de chutes. Uma argentina que passeava com um bebê foi jogada ao chão.

Desfile da Beija-Flor traz retratos da violência

No Méier, na Zona Norte, houve tiroteio quando dois grupos de bate-bolas se enfrentaram em um bloco na noite de segunda-feira.

A atriz Juliana Paes também foi vítima da violência. A rainha de bateria da Grande Rio estava a caminho da Sapucaí para assistir ao segundo dia de desfiles das escolas de samba do Rio, quando o veículo onde estava foi abordado por dois assaltantes na saída do túnel Santa Bárbara. (leia mais aqui)

O cantor e compositor Moacyr Luz foi roubado pouco depois de sair de um táxi para desfilar pela Paraíso do Tuiuti, na madrugada de segunda-feira. Três bandidos levaram a carteira, o celular e até uma fantasia, que o sambista usaria na Mangueira, onde também desfilaria.

No Leblon, dois PMs que tentaram impedir um assalto na Avenida Afrânio de Melo Franco foram baleados, no domingo

Ataque 2.jpgCitando “cobertor curto”, o comandante-geral da PM, coronel Wolney Dias, anunciou um remanejamento de parte do efetivo de 17 mil homens mobilizados para a festa que, segundo a Riotur, reúne este ano 6,5 milhões de pessoas. Uma das soluções foi deslocar para a Zona Sul e o Centro, que concentram a maior parte dos blocos, uma parcela do efetivo que atua na Rocinha.

O major Ivan Blaz, porta-voz da corporação, recomendou que os foliões evitem exibir joias e celulares.

— Pedir isso é lamentável, mas, infelizmente, é a realidade que vivemos — justificou.

Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, relata assalto à sua equipe na Avenida Brasil


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