Vídeo mostra caso de injúria racial no metrô: 'Não quero que essa preta toque em mim'


RIO — Usuários do metrô do Rio ficaram revoltados nesta quinta-feira ao verem um episódio de injúria racial contra uma mulher negra que aparentava estar em choque diante das ofensas. A cena, ocorrida dentro de um vagão, foi filmada e publicada nas redes sociais, gerando uma enxurrada de críticas ao comportamento da autora dos xingamentos, que foi retirada do transporte público por seguranças na estação de Botafogo, na Zona Sul.As imagens mostram uma mulher com os ânimos exaltados reclamando que foi tocada por uma passageira negra.”Eu não quero que ela toque em mim. Tocou a mão em mim. Eu não quero que essa preta toque em mim”, diz a passageira aos berros. “Essa mulher tocou em mim, essa mulher tocou na minha mão. Estão fazendo de propósito”, gritou pouco tempo depois.Enquanto ela continua ofendendo a mulher negra, as pessoas que estavam presentes tentavam acalmar a situação e fazê-la parar. Algumas chamamam a agressora de “racista”. Outras diziam para ela ir embora. Em determinado momento do vídeo, ela diz frases sem sentido, o que levou alguns internautas a comentarem que talvez estivessem passando por um surto psicótico, o que não justificaria, contudo, as ofensas.”Hoje é aniversário da minha mãe, e essa não é a minha mãe”, afirma, antes de gritar, pouco depois: “Eu não sou parente dela!”Também é possível ouvir uma mulher dizendo que estava dando voz de prisão à passageira. No entanto, segundo a assessoria de imprensa do MetrôRio, a vítima preferiu não registrar ocorrência em uma delegacia e seguiu viagem. Quando as portas do metrô se abriram, os seguranças da concessionária foram chamados, e a responsável pelo tumulto foi retirada do local para evitar mais transtornos.Uma internauta compartilhou o vídeo em seu perfil do Facebook, explicando que decidiu registrar o ocorrido porque seria sua única forma de ajudar. A publicação recebeu cerca de 35 mil compartilhamentos, ultrapassando 1,4 millhão de visualizações.”Não quero incentivar ódio, até porque a mulher opressora provavelmente não estava em suas faculdades mentais, mas isso nao é justificativa pra amenizar o estrago que ela fez”, disse. De acordo com ela, pessoas que estavam no vagão se solidarizaram com a vítima.”Outra mulher negra se juntou para dar apoio, as duas super mal e uma delas chorando”, afirmou na publicação, ressaltando o quanto episódios como esse são comuns na sociedade: “Somos iguais? Mesmo? E há gente que acha que o racismo escancarado não está do nosso lado”.
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