Vasco e Fla fazem jogo intenso, mas ficam no empate

A crise e a lanterna estão em São Januário. Durante a semana teve protesto da
torcida e conversa do técnico Alberto Valentim com alguns torcedores. Porém, o
peso da vitória estava sob os ombros do Flamengo. Com melhor time, mais bem
colocado no campeonato e ainda lutando por título em duas frentes, o favoritismo
era claro. E ainda vinha da pressão por um bom resultado após o frustrante
empate com o Corinthians na semifinal da Copa do Brasil Mas a máxima diz que
clássico não tem favorito. E se tratava de um entre dois rivais históricos. Por
isso, o empate em 1 a 1, neste sábado, no Mané Garrincha, não chega a surpreender. LEIA MAIS: Vítima de câncer, atleta da base do Vasco viveu drama judicial por veto à cirurgiaTécnico do sub-14 do Vasco lamenta morte de IsaqueCom o resultado, o Flamengo se mantém em quarto lugar, com 45 pontos. O Vasco
também continua na zona do rebaixamento, com 25. Na próxima rodada, o
rubro-negro recebe o Atlético-MG, no Maracanã; o Vasco enfrenta o Bahia, em São
Januário.O ditado se fez presente assim que a bola rolou. O Vasco, modificado pelo
técnico Alberto Valentim, surpreendeu um Flamengo previsível. Provavelmente
nenhum rubro-negro ou vascaíno esperava o que se viu nos primeiros 20 minutos. O
time que briga pela ponta totalmente acuado e desorganizado diante da equipe da
zona do rebaixamento. LEIA TAMBÉM: Após turbulências, Fla e Vasco chegam pressionados para clássicoAINDA: Barbieri insiste em esquema mesmo sem Vitinho engrenarRíos sonha em marcar seu primeiro gol em um clássico Vasco x FlaO goleiro Diego Alves precisou trabalhar logo cedo. Defendeu uma bomba de
Andrés Ríos. Ali, só tinha início a pressão vascaína.A lentidão rubro-negra era tamanha que até falhas gritantes da defesa
vascaína foram desperdiçadas. O time de Mauricio Barbieri deu preferência ao
toque de bola, porém sem qualquer objetividade. Repetiu o que foi visto no
Maracanã na quarta-feira: um time que ronda a área adversária, sem criatividade,
e apela para os chutes de longe. Ou tentativas infrutíferas de cruzamentos na
área.O Vasco tem seus próprios problemas — e são muitos. Uma das piores defesas do
campeonato, por exemplo. Talvez por isso a estratégia tenha sido se jogar ao
ataque. Não de qualquer maneira. Com Fabricio no meio-campo, novidade do
treinador, o time soube aproveitar o espaço e a velocidade de seus homens de
frente. Até pegar novamente a defesa rubro-negra desprevenida, Raul cruzar na área,
Maxi López chutar e Diego Alves dar o rebote. O argentino disputou com o goleiro
e conseguiu tocar a bola. Andrés Ríos tocou para as redes.A correria vascaína do primeiro tempo começou a cobrar o preço ao longo do
segundo tempo. De início, o time até manteve a pressão e acertou uma bola no
travessão. Porém, o cansaço já dava indícios nos seguidos avanços do Flamengo.
Não que tenham significado mais agressividade do rubro-negro. Mas exigiram
defesas de Martín Silva quase em sequência: chute cruzado de Lucas Paquetá e
tentativa de cobertura de Vitinho. Tudo indicava um segundo tempo de sufoco rubro-negro sobre o Vasco. Mas as
dúvidas pairaram no ar após uma confusão envolvendo vários jogadores. Raul
estava caído no chão, o Flamengo não colocou a bola para fora e os vascaínos
cercaram os adversários. Vitinho e William Maranhão trocaram cabeçadas e levaram
cartão amarelo. Diego, que já havia recebido cartão no primeiro tempo, levou o
segundo amarelo e foi expulso. A desvantagem numérica não influenciou tanto na partida. Ainda mais pela
infelicidade de Luiz Gustavo, que cabeceou contra o próprio gol após cruzamento
de Pará. Jogo empatado. Valentim deu novo fôlego ao time com três substituições e ainda perdeu Raul,
um dos melhores do time, com dores musculares. Só não contava com outra falta de
sorte. Num choque com o companheiro Luiz Gustavo, Bruno Silva bateu com a cabeça
no chão e ficou desacordado. Jogo ficou parado por quase 10 minutos até a saída
do jogador numa ambulância — que precisou ser empurrada pelos jogadores dos dois
times para deixar o campo.Nos minutos restantes, com 10 de cada lado, ninguém se contentou com o
empate. Jogo aberto, chances na frente do goleiro, mas ninguém foi capaz de
balançar a rede novamente.
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