Turista norueguês é preso em flagrante na Central do Brasil após assediar mulher


RIO – Um turista norueguês foi preso na noite desta quinta-feira após ser acusado de importunação sexual por uma mulher na Central do Brasil. Por volta das 19h, a consultora de vendas Kellen Cristina de Araújo Pavão, de 26 anos, aguardava o marido quando foi abordada pelo estrangeiro que queria informações sobre como chegar na Cinelândia. Na 5ª DP (Centro), a mulher contou que Esper Petersen colocou a mão sobre os seus ombros, passando pela parte lateral dos seios e a levando até a região dos glúteos. Ainda de acordo com a vítima, antes de se afastar, o homem também afirmou que ela era “muito bonita”.— Eu achei que ele quisesse só uma informação. Eu me assustei com a aproximação, e ele chegou a afirmar que não representava perigo algum. Quando indiquei o caminho para ele, foi o momento em que ele começou a me alisar e eu me afastei — relata Kellen Cristina. Assédio e importunação sexual 29.11 Um passageiro que passava pelo local viu a cena e ofereceu ajuda à vítima. O homem foi detido por agentes do Centro Presente e levado à 5ª DP. O caso será encaminhado para a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), no Leblon, Zona Sul. No depoimento à polícia, Esper destacou que está arrependido e que “não conseguiu se controlar”. O turista também afirmou ser funcionário da Petrobras e disse que está há 25 dias no Brasil.— Com 26 anos é a primeira vez que fui abusada, e num local onde passam milhares de pessoas. Isso não pode ficar impune, ele tem que pagar pelo que fez. Isso é um absurdo, esse tipo de situação não pode acontecer. Estou muito chateada com tudo que aconteceu. A polícia aguarda, nesta sexta-feira, representantes do consulado da Noruega. Esper vai responder pelo crime de importunação sexual, de acordo com o Art. 215 do Código Penal. De acordo com a polícia, em um primeiro momento o norueguês afirmou estar embriagado, o que foi descartado após o exame de dosagem alcóolica dar negativo.A conduta de importunação sexual, que até então era considerada contravenção e tinha como punição uma multa, foi transformada, no início de setembro, em crime, e agora prevê pena de um a cinco anos de prisão. O crime é caracterizado pela realização de ato libidinoso, sem consentimento, na presença de outra pessoa. Segundo o Dossiê Mulher 2018, do ISP, houve 444 casos de janeiro a julho deste ano no estado. O aumento foi de 52% em relação ao mesmo período de 2017.
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