Tufão Mangkhut chega à China após deixar ao menos 29 mortos nas Filipinas


HONG KONG — O supertufão Mangkhut tocou a terra na China neste domingo em Cantão, a província mais populosa do país, com mais de 100 milhões de habitantes, após provocar destruição nas regiões administrativas de Hong Kong e Macau e matar ao menos 29 pessoas nas Filipinas. Com ventos superiores a 200 km/h, o ciclone tropical é considerado o mais forte a atingir a região neste ano, com força equivalente à categoria 5 dos furacões do Atlântico.O olho do Mangkhut — nome em tailandês da fruta mangostão — passou a cerca de 100 quilômetros ao sul de Hong Kong. Mesmo assim, a ex-colônia britânica sofreu com os ventos e as fortes chuvas provocadas pelo ciclone. Árvores foram arrancadas com as raízes e janelas, estraçalhadas. Segundo relatos de moradores, os arranha-céus chegaram a balançar.— Ficou balançando por um bom tempo, pelo menos duas horas — contou Elaine Wong, residente de uma torre em Kowloon, em entrevista à Reuters.Em algumas regiões, o nível das águas aumentou em 3,5 metros. Ondas se formaram pelas ruas e peixes vivos invadiram quarteirões residenciais e até um shopping. O aeroporto internacional de Hong Kong, um dos mais importantes da região, foi fechado, levando ao cancelamento de centenas de voos.— É o pior tufão que eu já vi — comentou Martin Wong. — Eu nunca vi as ruas alagadas e as janelas tremendo dessa forma.29 MORTOS E 13 DESAPARECIDOS NAS FILIPINASNas Filipinas, as autoridades informaram que um bebê e uma criança estão entre as 29 mortes já confirmadas, a maioria em deslizamentos de terra em regiões montanhosas do país. Ao menos 13 pessoas estão desaparecidas.O tufão passou pela ilha de Luzón, a maior do arquipélago, provocando inundações e deslizamentos de terra numa região que abriga mais de 5 milhões de habitantes. Zonas agrícolas foram devastadas e muitas áreas tiveram redes de luz e comunicação cortadas. Na cidade de Baggao, ao norte da ilha, casas ficaram destelhadas. Ruas e estradas ficaram totalmente inundadas. As plantações de arroz e milho foram destruídas a um mês da colheita.— Já somos pobres e agora nos chega esta tempestade — lamentou Mary Anne Baril, que perdeu sua plantação, em entrevista à AFP. — Não temos outra forma de sobreviver.Por causa dos preparativos, a perda de vidas foi minimizada.— Não foi tão severo como esperávamos porque foi notado cedo que ele seria forte — comentou o presidente filipino, Rodrigo Duterte, após sobrevoar algumas áreas afetadas.CASSINOS FECHADOS EM MACAUEm Macau, as autoridades decidiram fechar seus 42 cassinos pela primeira vez na história. A medida foi tomada para evitar a tragédia do ano passado, quando nove pessoas morreram pela passagem do tufão Hato, em agosto.“A suspensão é para a segurança dos funcionários dos cassinos, dos visitantes e dos moradores da cidade”, informaram as autoridades do maior centro de apostas do mundo.Na imprensa chinesa, o Mangkhut está sendo chamado como o “Rei das tempestades”. Ele tocou o solo no país por volta das 17h deste domingo, pelo horário local. Portos, refinarias e fábricas foram fechadas por precaução. A distribuição de energia também foi cortada em algumas áreas. A passagem to tufão levanta temores de que a produção de cana-de-açúcar da província, que responde por 10% da safra do país, seja afetada.Aeroportos foram fechados em várias cidades da província, como Shenzhen e Guangzhou, provocando o cancelamento de centenas de voos. Na província vizinha de Fujian, ao norte de Cantão, portos foram fechados e serviços de balsas, suspensos. Mais de cem voos foram cancelados. A expectativa é que o Mangkhut siga para a região autônoma de Guangxi durante esta madrugada, pelo horário local, antes de se dissipar na segunda-feira.
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