Tombada, Basílica de São Sebastião precisa de reformas urgentes na parte estrutural e também em obras de arte


76300785_TI - Prefeitura fez orçamento para melhorar estrutura e aspectos estéticos da Igreja dos Ca.jpgRIO – Um dos maiores exemplares do patrimônio da cidade do Rio de Janeiro, a
Basílica de São Sebastião, na Rua Haddock Lobo, na Tijuca, tem telhado e fachada com
infiltrações, rachaduras, infestação de cupins e pintura desgastada. Também
apresentam problemas de conservação os vitrais e várias peças históricas do
templo, que guarda relíquias como o marco de fundação da cidade, a lápide
tumular de Estácio de Sá e objetos que remetem à Igreja dos Capuchinhos quando
esta ainda ficava localizada no extinto Morro do Castelo.

Em 2015, na comemoração dos 450 anos da cidade, a prefeitura prometeu uma
obra geral na Igreja dos Capuchinhos, templo erguido em 1931, com elementos
arquitetônicos em estilo neobizantino, art noveau e art déco. A obra seria
financiada por meio de uma parceria público-privada, mas o projeto não foi
adiante. No começo do ano a prefeitura cogitou a realização de um evento
religioso no Parque Olímpico, com o direcionamento dos fundos arrecadados para
as obras estruturais da basílica, outra iniciativa que não teve sucesso. Como a
igreja é tombada, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), em 2015, deu
o aval para as obras, orçadas pelo próprio instituto em torno de R$ 2,5
milhões.

— Somos ricos, mas apenas de patrimônio histórico. Com o que arrecadamos com
o dízimo, as festas e a nossa cantina, dá apenas para pagar os funcionários, as
contas e as obras sociais. As autoridades públicas precisam ter noção de que a
Igreja dos Capuchinhos é uma verdadeira relíquia e um local com intensa
movimentação de fiéis. Eu temo que algum reboco venha a cair , causando sério
acidente. Uma alternativa seria atrair investidores privados, esperar abrir um
edital público de incentivo à cultura ou até mesmo tentar algo com o BNDES —
afirma frei Arles de Jesus, coordenador da basílica.

Links_folha_pagamento

Frei Arles diz que com recursos próprios, através de doações dos paroquianos
que vão além do dízimo, a igreja conseguiu conservar algumas peças históricas.
No entanto, muitas ainda precisam de reformas e restauração. O coordenador da
basílica ressalta ainda que as obras mais custosas e complicadas são as da parte
estrutural.

— No que diz respeito à parte estrutural do templo, o trabalho precisa ser
feito por uma empresa especializada e com segurança, caso contrário já teríamos
providenciado — diz.

Na fachada, estátuas de santos com mais de dois metros de
altura (São Sebastião, Imaculada Conceição, São José, São Pedro, São Paulo, São
Francisco de Assis e Santo Antônio) apresentam rachaduras e precisam de pintura.
Além disso, é necessário refazer a pintura original na cor rosada da fachada;
retirar a pintura da cúpula, originalmente na cor cobre; e controlar as
infiltrações e a ação dos cupins, principalmente nas partes laterais e no
teto.


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