Temer anuncia intervenção federal em Roraima, e governador eleito assume


BRASÍLIA — O presidente Michel Temer decidiu, nesta sexta-feira, decretar intervenção federal em Roraima. Nos últimos dias, a crise na segurança se agravou no Estado, e policiais civis, militares e agentes penitenciários paralisaram as atividades na semana passada em protesto contra atraso salarial e melhores condições de trabalho. O Estado não paga os servidores da segurança desde outubro. O interventor será o governador eleito Antonio Denarium (PSL). Ele substituirá a governadora Suely Campos (PP) no comando do estado.Temer afirmou, em reunião no Palácio da Alvorada na noite de hoje, que a decisão foi tomada em comum acordo com a governadora de Roraima, Suely Campos (PP), e vai durar até o dia 31 de dezembro, logo antes de assumir o governador eleito, Antonio Denarium (PSL).Presídios O presidente disse que o decreto da intervenção federal será expedido neste sábado após reunião com os conselhos da República e da Defesa Nacional. Além da intervenção, Temer afirmou que também serão anunciadas medidas normativas conforme combinado com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).Temer chamou a medida de uma “intervenção negociada”, já que, segundo ele, foi feita em parceria com a governadora do Estado. O presidente afirmou ainda que essa foi a única maneira legal encontrada para ajudar a sanar as questões salariais de servidores locais, já que não encontrou formas de fornecer recursos a Roraima para “inviabilizar o movimento”.— Nós queremos pacificar as questões de Roraima, é uma intervenção de comum acordo com a senhora governadora. Temos convicção de que com essa intervenção o movimento fique mais compreensivo, porque afinal, especialmente forças militares e todos aqueles que se dedicam a tarefas públicas têm que pensar na população de Roraima — disse Temer.Embed Acordo de cooperação no sistema penitenciárioEm novembro deste ano, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou ao presidente uma intervenção federal no sistema penitenciário de Roraima. Dodge descreveu uma série de problemas e afirmou que havia um risco de “colapso”, que teria sido causado pela “omissão do setor público estadual”.Entre os problemas listados estavam a falta de pagamento de funcionários e de contratos, descontrole da administração das unidades, tortura e fugas de detentos.Quatro dias depois, o governo federal assinou um acordo de cooperação com o governo de Roraima transferindo a gestão administrativa, financeira e orçamentária dos sistemas prisionais e socioeducativo do estado para a União, até o dia 31 de dezembro de 2018. O acordo foi um meio-termo ao pedido feito pela procuradora-geral da República.
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