Telefônica Brasil tem salto no lucro do 3º trimestre


Prédio da Telefônica Vivo, em São Paulo (Foto: Divulgação)

 

A Telefônica Brasil teve lucro líquido de R$ 3,177 bilhões no terceiro trimestre, alta de 160% em relação ao mesmo período do ano anterior, em meio a uma melhora do desempenho operacional e do resultado financeiro, que foi beneficiado por decisão judicial sobre incidência de PIS/Cofins sobre ICMS nas contas da empresa.

O desempenho operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) contábil somou R$ 4,781 bilhões, alta de 30% ante o mesmo período do ano passado, com margem Ebitda de 44,4% — avanço de 10,6 pontos percentuais.

Descontado itens não recorrentes, incluindo o impacto da decisão tributária, o Ebitda recorrente somou R$ 3,872 bilhões, alta anual de 5,3%. A margem Ebitda recorrente foi de 35,9%, avanço de 2,1 pontos percentuais no período.

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“O crescimento do Ebitda deve-se à expansão da receita móvel e de ultra banda larga, além das medidas de eficiência em custos adotadas pela companhia no período”, disse empresa no balanço.

A equipe de analistas BTG Pactual ressaltou que apesar da já esperada receita fraca, o Ebitda surpreendeu, com desempenho positivo no lado de custos. Em nota a clientes, a equipe de analistas citou que o principal destaque no trimestre foi o anúncio de mais R$ 2,4 bilhões em créditos fiscais, que, além de aumentar distribuição de rendimentos aos acionistas esse ano, terão impacto no caixa.

A receita operacional líquida caiu 1% para R$ 10,78 bilhões, com queda de 2,8% na receita com serviços e alta de 72,4% na receita com aparelhos.

Ja os custos operacionais caríam 16,6%, para R$ 6 bilhões, enquanto os custos operacionais recorrentes recuaram 4,2% para 6,9 bilhões. Os custos com mercadorias vendidas subiram 23%, em função da estratégia da empresa de foco em venda de terminais e equipamentos a partir do quatro trimestre de 2017.

Acessos
O total de acessos do mercado móvel atingiu 74,4 milhões no fim do terceiro trimestre, queda de 0,2%, mas com avanço do pós-pago de 10,5% no ano a ano. O pós-pago já representa 53% da base de celulares do grupo, alta de 5,1 ponto percentual. A Telefônica obteve 36,5% das adições líquidas deste segmento no trimestre de julho a setembro e a participação de mercado total da operadora da marca Vivo atingiu 31,8%, segundo o balanço.

A receita média por usuário (Arpu) de linha celular recuou 1,7% na comparação anual, devido à maturidade do serviço de voz, que recuou 26,1%. A queda foi parcialmente compensada pelo Arpu de dados, que cresceu 7,4% e que já representa 79,6% do total.

A receita líquida de serviços de telefonia fixa caiu 5,4%, para R$ 4,045 bilhões.

Financeiro
O resultado financeiro foi positivo em R$ 653,7 milhões, ante desempenho negativo de 170,5 milhões no mesmo período do ano passado, impactado principalmente pela decisão judicial sobre o pagamento de PIS/Cofins sobre o ICMS sobre as operações da Vivo entre 2004 e 2013. O resultado também foi beneficiado pelo câmbio.

Os investimentos no terceiro trimestre subiram 9,4% para R$ 2,394 bilhões, ou o equivalente a 22% da receita operacional líquida.

Em teleconferência sobre o resultado, executivos da companhia afirmaram que o investimento deve acelerar em 2019 para perto de R$ 9 bilhões.

O fluxo de caixa livre foi de R$ 1,844 bilhão no trimestre, queda de 4% na comparação anual, reflexo do aumento do volume de investimentos e parcialmente compensado pelo melhor resultado operacional.
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