Suplente de Bolsonaro diz que presidente eleito já foi extremista, mas agora está mais ao centro


BRASÍLIA — Suplente de Jair Bolsonaro na Câmara, Zé Augusto Nalin (DEM-RJ) já assumiu o mandato de três deputados na atual legislatura e diz que ocupar o gabinete do presidente eleito é “coroar um ciclo”. O comerciante é contra armar a população, uma das principais bandeiras de Bolsonaro durante a campanha e ao longo de toda sua vida pública. Mas reconhece que não tem muitas informações sobre o projeto de flexibilização do Estatuto do Desarmamento, que deve ser pautado ainda este ano. Segundo ele, Bolsonaro já teve uma fala extremista no início da carreira política, mas que agora está “vindo mais para o centro”.

— Sou contra a radicalização. Não acho que colocar arma nas mãos da população vai resolver o problema da segurança. Isso é o extremismo. Quando ele começou na política a fala dele era o extremismo. Agora ele está vindo mais para o centro — avaliou: — Sobre o (projeto de mudança do) Estatuto do Desarmamento eu não vi ainda, mas um amigo meu me explicou e eu sou a favor de tornar as regras mais claras — completou.

BolsonaroNalin conta que votou em Bolsonaro no segundo turno, que ele não é um salvador da pátria, mas acha que fará um bom governo. Esta será a quarta vez que assumirá o mandato de um deputado. Já ocupou o posto do deputado Celso Pansera (PT-RJ) quando este deixou o Congresso para assumir o Ministério da Ciência e Tecnologia do governo Dilma; do deputado Leonardo Picciani (MDB-RJ), quando virou ministro do Esporte e mais recentemente do deputado Celso Jacob (MDB-RJ), que foi preso. Nas últimas eleições, Nalin se candidatou a deputado, mas não se elegeu.

— Sou feirante, comerciante e tentei ser político. Quando fiquei como deputado foi um aprendizado muito grande. Gostei muito — relatou.

O suplente diz que não conversou com Bolsonaro “porque ele deve estar muito ocupado agora”, mas revela que torce para que o presidente eleito renuncie ao mandato logo, para que ele possa assumir o mais rapidamente possível. Caso não o faça já, Nalin só ocupará o posto por pouco mais de um mês, já que o capitão terá de se desligar da Câmara até o dia 31 de dezembro para tomar posse como presidente no dia 1º de janeiro. Os deputados eleitos só tomarão posse no dia 1º de fevereiro.

— O bom seria se ele me desse a alegria de sair agora. Mas acho que ele não vai fazer. Ele é o anseio que todos tinham e soube capitalizar muito bem esse sentimento. Não que seja um salvador da pátria, mas acho que fará um bom governo. Vamos torcer para que tudo corra bem — encerrou.


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