Sublime with Rome entrega o que o povo quer em show cheio de hits


RIO – Rome Ramirez não é bobo. O vocalista e guitarrista do Sublime with Rome, a reencarnação (chamada por muitos de banda cover) do Sublime após a morte de Bradley Nowell por overdose em 1996, sabia o que o público que se espremeu em um lotado Hub RJ ontem à noite queria. Hits. Sucessos. E foi isso que o povo recebeu em um show de cerca de 1h30min. Sublime with Rome no Toca no Telhado É uma espécie de encruzilhada para Rome, dono de uma voz que lembra e muito a de Bradley. Por um lado é uma tarefa cômoda se apegar aos clássicos do passado da banda de ska-punk-reggae e jogar um jogo já ganho. Por outro, a banda precisa mostrar seu trabalho, suas músicas novas, mesmo correndo o risco de conviver com a apatia do público e aquele movimento em massa de espectadores indo ao bar buscar uma cerveja.Mas como Rome não é bobo — você já leu isso na primeira frase —, o show começou em alta frequência. “Date Rape” abriu os trabalhos, seguida por “Smoke Two Joints” e “Wrong Way”. Um petardo atrás do outro, e a galera já estava no bolso, cantando os refrões em uníssono e, claro, abastecendo o Instagram com centenas de stories.Seria difícil manter o show no mesmo patamar por tanto tempo, e a apresentação teve seus momentos de irregularidade, com alguns reggaes arrastados passando um pouco além da duração desejada. O som da guitarra de Rome parecia também um pouco irregular e baixo. Entremeando uma e outra música da nova formação aqui e acolá, o Sublime with Rome deixou o melhor para o fim, tocando “What I Got” e a radiofônica “Santeria” no bis. O jogo foi ganho, mas não de goleada, e a galera saiu satisfeita, recebendo o que queria. Nem mais, nem menos.
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