Só em mísseis no ataque à Síria, EUA gastaram ao menos US$ 119 milhões

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WASHINGTON – Os ataques dos EUA a instalações de armas químicas da Síria na noite de sexta-feira/madrugada de sábado custaram uma fortuna aos contribuintes do país. Embora a conta final não esteja clara, estimativas podem levar a conta de pelo menos US$ 119 milhões — só com mísseis — até um valor bem maior. Os parceiros americanos nos ataques, Reino Unido e França, também podem ter gastado ainda no mínimo dezenas de milhões.

As forças dos EUA dispararam 66 mísseis de cruzeiro Tomahawk em três alvos sírios, totalizando US$ 92,4 milhões apenas para esses mísseis. Com custo estimado pelo Pentágono de US$ 1,4 milhão cada, o projétil da fabricante Raytheon tem longo alcance e pode ser disparado de navios e submarinos da Marinha.

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Desde que entraram no arsenal da Marinha americana, nos anos 1980, os Tomahawks já foram usados mais de 2.300 vezes.

— É a arma que os presidentes primeiro buscam numa crise — afirmou, citado pela CNBC, o especialista em Defesa Thomas Karako, diretor do Projeto de Defesa com Mísseis do Center for Strategic and International Studies.

No ano passado, o governo de Donald Trump lançou na base aérea síria de Shayrat 59 Tomahawks a partir dos destróiers USS Porter e USS Ross, no Mediterrâneo Oriental. O bombardeio foi ordenado pelo presidente Donald Trump como uma resposta direta ao ataque químico em Khan Sheikhun, três dias antes, que deixou pelo menos 80 mortos.

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Neste primeiro ataque militar unilateral do país para atingir intencionalmente as forças do regime de Bashar al-Assad durante a guerra civil, o custo estimado só dos Tomahawks foi de mais de US$ 82 milhões, sem contar o custo logístico.

Já o míssil de alcance estendido ar-terra da Lockheed Martin, o JASSM-ER, fez sua estreia em combate nos ataques à Síria da última sexta-feira. O míssil também tem custo estimado de US$ 1,4 milhão cada. Neste caso, o preço dos 19 mísseis que os EUA dispararam é de US$ 26,6 milhões.

Somados, então, os Tomahawks e JASSM-ERs usados na sexta-feira custaram pelo menos US$ 119 milhões. Mas isto não conta com os vários custos logísticos como transporte, combustível — tudo previsto no Orçamento custeado pelos contribuintes do país. Para isto, são necessárias aeronaves de reabastecimento aéreo, aviões de vigilância e caças para escoltar os bombardeiros até seus alvos.

Além disso, a Força Aérea dos EUA usou dois B-1B Lancers, um dos bombardeiros estratégicos supersônicos mais tecnologicamente avançados no mundo. Estima-se um custo operacional de aproximadamente US$ 70 mil por hora de voo. A rede CNBC, que fez um levantamento, não soube estimar por quanto tempo eles voaram (a partir do Qatar).

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