Setor de serviços recua 3,8% em maio devido à greve dos caminhoneiros

Queda foi em comparação com abril. Segundo o IBGE, foi o maior tombo registrado em um único mês desde o primeiro levantamento, em 2011.

 

A greve dos caminhoneiros fez o setor de serviços encolher quase 4% em maio. É muita coisa. Esse setor movimenta mais de 70% da riqueza produzida anualmente no Brasil.

O movimento de caminhões circulando carregados, não lembra em nada o que se viu durante os 11 dias de greve dos caminhoneiros. Afetou a indústria, o comércio e, também, o setor de serviços – que caiu 3,8% em maio em comparação com abril. O maior tombo registrado em um único mês desde que o instituto começou a fazer esse levantamento, em 2011.
A paralisação afetou o transporte terrestre e também todas as outras atividades relacionadas a ele, como os serviços de carga e descarga e a estocagem de produtos. Na Ceagesp, que é o maior centro de distribuição e armazenagem do país, o movimento chegou a cair 70% durante o período em que as rodovias foram bloqueadas.

“A gente tem que esperar os próximos meses para saber a magnitude, o quão grave foi essa queda mais intensa para o mês de maio”, afirma Rodrigo Lobo, gerente de pesquisa do IBGE.
Transporte é uma das áreas do setor de serviços que inclui também telecomunicações, turismo, alimentação, serviços de beleza, um tanto de coisas que faz desse setor o de maior peso na conta do crescimento do país.
Em 2018, os serviços têm acumulado quedas seguidas; com uma única exceção em abril. Isso torna a recuperação da economia mais lenta, explica o economista Luiz Fernando Figueiredo, sócio da Mauá Capital Investimentos.
“O problema é que a greve em si gerou uma redução na confiança, e a redução na confiança vai se refletir no PIB ao longo do tempo. Ou seja, a economia é muito dependente da confiança das pessoas. Se você não tem confiança, você não investe você não consome, você não compra coisas, você não emprega pessoas. Então, a economia, quando tem baixa confiança, ela sobre muito. O que é o nosso caso”, explica Figueiredo.
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