Saraiva registra prejuízo e abandona setor de eletrônicos


RIO – A Saraiva, uma das maiores livrarias do país, apresentou prejuízo de R$ 66,6 milhões no terceiro trimestre deste ano, um avanço de 99,2% em relação às perdas do mesmo período do ano passado. Nos nove meses deste ano, as perdas somaram R$ 102,9 milhões, alta de 106,7%.

A companhia registrou uma receita bruta de R$ 329,2 milhões no terceiro trimestre deste ano, uma queda de 19,4% em relação ao mesmo período do ano passado. No ano, os negócios, que acumularam R$ 1,333 bilhão, tiveram recuo de 1,6% ante o mesmo período de 2017.

saraivaNo terceiro trimestre, a queda na receita foi puxada pelo recuo no faturamento tanto nas lojas físicas, de 15,2%, assim como no mercado eletrônico, de 26,1%. Em relatório, a empresa destacou que parte na redução nas vendas foi resultado do início da descontinuação da categoria de eletrônicos, que já teve seu abastecimento reduzido ao longo do trimestre.

“Estamos descontinuando algumas categorias que possuíam menor rentabilidade e maior demanda de capital de giro, como tecnologia”, informou a empresa.

Há duas semanas, a Saraiva anunciou o encerramento de 11 lojas. Para a empresa, as unidades “possuíam baixa perspectiva de geração de valor”. Além disso, a rede fechou todas as oito unidades iTown, lojas especializadas Apple. Com isso, houve o desligamento de cerca de 700 colaboradores. Hoje, a empresa conta com 103 lojas.

Agora, disse a companhia, o foco será no mercado editorial e as parcerias com os fornecedores, focando no negócio no mercado de livros. “Estamos voltando às nossas origens, dando foco e atenção nas categorias que somos destino, onde possuímos diferenciais e somos referência. Com essas categorias de conteúdo (livros, games, papelaria, filmes e música), que representam mais de 60% do faturamento da Saraiva, teremos maior rentabilidade, gerando resultados superiores”, afirmou a empresa.

A empresa informou ainda que vai ampliar as parcerias para venda de produtos em sites de parceiros estratégicos, como Walmart, Mercado Livre e B2W, entre outros. “Atualmente, 70% das compras de nossos produtos nesse canal foram feitas por consumidores que não eram nossos clientes”, destacou a companhia.


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