Roubos de caixas eletrônicos sobem 42% no primeiro trimestre

RIO – O número de roubos de caixas eletrônicos nos três primeiros meses deste ano no estado subiu 42% em relação ao mesmo período do ano passado. A região recordista deste tipo de crime este ano foi a da circunscrição da 72ª DP (Mutuá), em São Gonçalo, onde foram registrados cinco casos somente em janeiro. De janeiro a março de 2018, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), foram contabilizados 20 registros de roubos de caixas eletrônicos, que podem significar desde a retirada dos equipamentos, com retroescavadeiras, por exemplo, até as explosões deles, como as que aconteceram em duas agências do Bradesco em menos de 24 horas, uma no domingo, em Laranjeiras, e outra na madrugada desta segunda-feira, na Tijuca. Foram 14 casos no primeiro trimestre do ano passado.

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Janeiro desde ano foi o mês que mais roubos deste tipo foram registrados, com 10 casos: além dos cinco da 72ª DP, houve um na área da 60ª DP (Campos Elíseos); um na 35ª DP (Campo Grande); um na 39 DP (Pavuna); um na 56ª DP (Comendador Soares); e na 9ª DP (Catete), área que parece ser de interesse de bandidos, já que também há registros de roubos por lá em março deste ano e em março e janeiro do ano passado.

Em fevereiro de 2018 foram registrados cinco casos, um deles na mesma região recordista em janeiro, a 72ª DP (Mutuá), em São Gonçalo. Os outros casos aconteceram nas áreas da 64ª DP (São João de Meriti); da 62ª DP (Imbariê); da 54ª DP (Belford Roxo); e da 67ª DP (Guapimirim).

Dois casos de março deste ano aconteceram na área da 35ª DP (Bangu). Os outros foram na áreas da 9ª DP (Catete); da 33 DP (Realengo); e da 34ª DP (Bangu).

No ano passado, dos 14 casos sete foram em março. A 9ª DP (Catete) aparece com dois registros naquele mês, o maior volume de casos. Os outros casos aconteceram na área das delegacias de Botafogo (10ª DP); 23ª DP (Leblon); 50ª DP (Itaguaí); 58ª DP (Posse); e 81ª DP (Itaipú).

Emjaneiro foram três casos: além da 9ª DP, também houve registros na 18ª DP (Praça da Bandeira) e na 30ª DP (Marechal Hermes). Em fevereiro, foram quatro casos: um na área da 6ª DP (Cidade Nova); outro na da 28ª DP (Campinho); 33ª DP (Realengo); e 34 DP (Bangu).

O antropólogo Paulo Storani disse que é difícil analisar o que está por trás dos números já que o ISP não faz a qualificação dos tipos de roubos de caixas eletrônicos, se foram explosões ou retiradas. Mas enfatiza que quadrilhas estão usando métodos da facção que controla a criminalidade em São Paulo para praticar crimes no Rio. Ou mesmo integrantes do PCC estão vindo ao Rio para praticar explosões de caixas.

– Acho que como esse crime vem sendo feito é obra de grupos de São Paulo. Por que a metodologia é semelhante à de lá. Eles agem de modo itinerante. Estão circulando e se preparando para cometer crimes. A utilização de explosivos é típico de bandidos de São Paulo. O uso de retroescavadeira é coisa de amador. O cara precisa ser qualificado (para usar explosivo), saber atuar com o explosivo, é preciso saber, ter coragem. Em São Paulo, o PCC é uma franquia. Cobra taxa de bandidos que querem cometer crimes em áreas controladas por ele – explicou.


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