Rio terá 235 equipes de Saúde da Família a menos do que o previsto em 2019


RIO – Durante a audiência para discutir o Projeto de Lei Orçamentária de 2019 na área da Saúde, na Câmara dos Vereadores do Rio, foi anunciada a redução do número de equipes de Saúde da Familia para o ano que vem. Ao todo serão 1.079. Atualmente, existem 1.273, e a previsão, pelo Plano Plurianual da prefeitura, é que o município tivesse 1.314 equipes no programa no próximo ano. O Núcleo de Apoio à Saúde da Família, que deveria ter 120 equipes em 2019, terá apenas 48. O subsecretário geral da Saúde, Alexandre Campos Pinto Silva, que foi vaiado durante a apresentação dos números, não informou quantas equipes existem hoje.

– Quero saber onde ele está enfiando o dinheiro, porque na Saúde não está fazendo nada por ninguém – gritou um homem que estava assistindo a audiência, atiçando o público:

– Fora, Crivella! – gritaram pessoas que estavam nas galerias do Palácio Pedro Ernesto.

Pinto Silva, que é o único representante da prefeitura no local, já que a secretária de Saúde, Ana Beatriz Bush, e o secretário de Casa Civil, Paulo Messina, não compareceram à reunião, defendeu a proposta enviada pelo Executivo, que causou polêmica ao propor um corte de 12% no orçamento da pasta: de R$ 6 bilhões (LOA 2018) para R$ 5,2 bilhões (PLOA 2019). Durante a apresentação, ele argumentou que, apesar da previsão de R$ 6 bilhões no orçamento, o poder de gasto real da área é de R$ 4,9 bilhões.

– Para a PLOA de 2019, o total de gasto é mais próximo do Real- afirmou o subsecretário, classificando como “simbólico” a previsão de investimentos a área, de apenas R$ 19 milhões:

– Os valores de unvestimento são simbolicos. Os R$ 19 milhões se distribuem em diversas ações, como compra de equipamentos.

O subsecretário também foi questionado sobre o pagamento dos salários atrasados, e afirmou que a prefeitura se comprometeu a colocar os salários atrasados de setembro em dia até o dia 12 de novembro. Já os salários atrasados de outubro deverão ser pagos até o dia 20 de novembro, afirmou o representante da SMS. Essas datas, segundo ele, foram acordadas com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

– Pagar 5% de salário ou 10% de salário é um deboche com a população – disparou a vereadora Rosa Fernandes, presidente da comissão de orçamento.

O subsecretário disse ainda que a prefeitura quer devolver para o estado os dois hospitais que foram municipalizados (Rocha Faria e Albert Schweitzer), que custam R$ 326 milhões ao ano somados.. Rosa Fernandes perguntou o que será feito caso a negociação não avance, e o subsecretário disse que “novos ajustes” terão que ser feitos no orçamento:

– O prefeito já colocou que a devolução dos hospitais é uma opção. Ele tomaria medidas judiciais caso o governador eleito não aceitasse graciosamente. Estamos na expectativa.


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