Reposição de estoques pode ser lenta e reflexos da greve de caminhoneiros devem durar por uma semana, diz Acisa 

Para Acisa, produtos devem começar a faltar nas prateleiras a partir de quarta (30). Presidente da associação falou sobre os reflexos da greve durante o bate-papo do G1 nesta segunda (28).  Bate-papo no G1: reflexos da greve devem durar por uma semana, aponta Acisa
A reposição de estoques de produtos, principalmente hortifrutigranjeiros, deve ser lenta e os reflexos da greve dos caminhoneiros, que começou no Acre no último dia 23, deve durar por uma semana até que a situação seja normalizada no estado.
A informação é do presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agrícola do Acre ( ACISA ), Celestino Bento, que falou sobre o tema durante o bate-papo do G1 na segunda-feira (28). Ele destacou que é preciso considerar que o país inteiro vai ter de repor estoques.
“O prejuízo é evidente, não tem como não ter prejuízo principalmente nas redes de supermercado, tem alguns que estão deixando de vender o hortifrutigranjeiro. Os produtos perecíveis começaram a faltar nas prateleiras. Até então o problema não chegou a tanto, mas eu acredito que a partir de quarta [30] começa a faltar nas prateleiras, pois a nossa greve começou mais tardia e ainda tinha estoques”, explicou.
O presidente destacou que no Acre os caminhoneiros estão sendo flexíveis. Porém, há notícias de um bloqueio em Vilhena-RO e produtos perecíveis, parados há ao menos três dias, podem chegar em Rio Branco já estragados.
“Não tem como repor isso de imediato, não tem nem transporte para isso. Os caminhões que vinham com hortifrutigranjeiros estão parados lá em Vilhena-RO. Não passa, porque se passar o prejuízo vai ser maior, então estão retidos. A polícia não tem estrutura para liberar todo mundo”, disse.
Presidente da Acisa diz que Acre vai levar ao menos uma semana para repor estoques e voltar a normalidade devido à greve
Reprodução/Rede Amazônica Acre
No domingo (27), a PRF-AC fez um acordo com os caminhoneiros que liberaram carretas de combustíveis, gás e produtos perecíveis. Os veículos foram escoltados até o local onde os produtos foram descarregados.
“Tivemos uma reunião com os grevistas pedindo que liberassem, pois gás e combustíveis são itens de primeira necessidade. Eles foram bastante prestativos nesse quesito. Mas, os demais estão parando tudo”, destacou.
Cruzeiro do Sul
Bento disse que a oferta de combustível em Cruzeiro do Sul não foi afetada. Porém, afirma que o município, assim como outros, vai passar pela mesma situação e levar ao menos uma semana para se recuperar.
“Vai faltar hortifruti, até porque a distância é um pouco mais complicada. A questão logística acaba onerando essa região. Se tratando do município fica mais difícil, mais complicado. Quem paga são os consumidores”, lamentou.
Redução de impostos
O presidente da Acis acredita que a causa dos caminhoneiros é justa. Porém disse que é preciso haver um meio termo. Para ele, é preciso dar condições para que os caminhoneiros abasteçam no Acre e não em Rondônia, onde o combustível é menos caro.
Para ele, a medida geraria renda e consequentemente mais empregos.
“Na questão do diesel, o caminhão vem e abastece o nosso estado, depois sai daqui e abastece o tanque em Rondônia. Se dermos condições para esse caminhoneiro abastecer no nosso estado, ele deixaria mais renda, mais emprego. É preciso fazer um estudo, quem sabe até dar uma maneirada no nosso sistema tributário também. Isso ajudaria. Se trouxer riqueza para o estado do Acre a circulação é imediata e aí vem geração de emprego e todo mundo ganha”, ressaltou.
Porém, Bento lembrou que o estado depende totalmente dos recursos do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para se manter. Para ele, é necessário um estudo para o futuro, mas de imediato não há possibilidade de reduzir o imposto.
“Acho que o consumidor, principalmente na nossa região, está meio engessado, não tem muito o que fazer. É uma situação muito complicada. Os nossos gestores públicos que precisam procurar maneiras de dar condições para que os consumidores continuem andando de carro, continuem comprando mais”, ressalta.
Para ele, a redução no ICMS não seria uma queda na arrecadação, mas uma oportunidade para a geração de empregos, aumento de poder de consumo e geração de riquezas.
“Você dá a oportunidade para que se adquira, mas isso aumenta a arrecadação, porque você vai gerar mais emprego. Então, são oportunidades e visões que nossos gestores públicos têm que ter. É preciso um estudo, pois a população está pagando um preço alto”, finalizou.
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