Professora judia tem suásticas pintadas em escritório de universidade de NY


NOVA YORK — Duas suásticas e uma ofensa antissemita foram pintadas com spray nas paredes do escritório de uma professor judia da Universidade de Columbia, no mais recente incidente da série de episódios de intolerância em Nova York este ano. A acadêmica Elizabeth Midlarsky, de 77 anos, tem sido alvo recorrente de ataques do tipo enquanto leciona psicologia e educação em Manhattan.O Departamento de Polícia informou que investiga o vandalismo como um possível crime de ódio. Nas paredes, além de duas suásticas, foi pintada de vermelho a palavra “Yid” – derivada língua iídiche para “judeu” e usada, por vezes, como epíteto ofensivo. A professora encontrou as ofensas na entrada do escritório na tarde de quarta-feira. Columbia”Eu fiquei em choque”, disse ela ao “Columbia Daily Spectator”, jornal administrado pelos estudantes da universidade. “Eu parei por um momento, porque eu não podia acreditar no que estava vendo”. Midlarsky destacou à rede “CNN” que quase desmaiou ao ver as pinturas.O vandalismo chega em meio à onda de crimes de motivação antissemita em Nova York. Semanas atrás, uma sinagoga do Brooklyn foi grafitada com a frase “Die Jew Rats” (Morram Ratos Judeus), no mesmo dia em que duas pinturas de suásticas foram encontradas na região de Upper West Side. Dias antes destes incidentes, 11 pessoas foram mortas por um atirador que gritava ofensas a judeus em um templo religioso de Pittsburgh.Segundo a polícia, houve 168 episódios antissemitas em Nova York esta ano, contra 136 relatos no mesmo período em 2017. Diretor regional da Liga Anti-Difamação, ONG internacional judaica com sede nos Estados Unidos, Evan Bernstein destacou o novo episódio por ter ocorrido dentro do escritório da vítima, um espaço íntimo da professora.”É a primeira vez que me lembro de ver ‘Yid’ usado em um incidente de vandalismo antissemita”, destacou o diretor da ONG. Antissemitismo 30-11Os prédios do campus do Teachers College – área específica em que Midlarsky leciona – exigem que as pessoas se identifiquem antes da entrada, com documentos de identidade do governo e carteiras emitidas pelas próprias escolas de Columbia.Presidente do Teachers College, Thomas Bailey destacou em comunicado que a instituição colabora com a polícia na investigação.”Nós estamos ultrajados e horrorizados pelo ato de agressão e pelo uso deste vil símbolo antissemita contra um membro da nossa comunidade”, disse Bailey.Em 2007, Midlarsky encontrou uma suástica pintada na porta de seu escritório. Na ocasião, ela contou ao “New York Times” que havia sido alvo de ataques antissemitas três vezes em um mês. Antes, por exemplo, recebeu mensagens ofensivas pelos correios. A polícia informou não ter dados sobre os episódios anteriores.
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