Procurador especial investigará Odebrecht na Colômbia


BOGOTÁ – A Corte Suprema de Justiça da Colômbia declarou nesta quinta-feira que a vice-procuradora geral do país, Maria Paulina Riveros, está impedida de realizar as investigações o caso Odebrecht, o que significa que um procurador especial deve ser indicado para comandar a investigação.Riveros estava com o caso porque o procurador geral do país, Néstor Humberto Martínez, declarou-se impedido de julgá-lo, devido a seu passado como advogado do Grupo Aval, sócio da Odebrecht em uma de suas concessões. Riveros foi considerada impedida por ser próxima de Martínez. Odebrecht_3011No começo de novembro, uma testemunha-chave do caso de corrupção da Odebrecht na Colômbia, Jorge Enrique Pizano, e o seu filho morreram num intervalo de três dias, respectivamente, de ataque cardíaco e envenenamento. Autoridades do país investigam os dois casos , que voltaram a jogar luz sobre um sistema de propina que envolveu de obras públicas a campanhas presidenciais. Pizano foi auditor da concessionária Ruta del Sol, um projeto do qual participou a Odebrecht. Ele deixou informações, a serem divulgadas caso morresse ou lhe acontecesse algo, de que o atual procurador-geral do país, Néstor Humberto Martínez, sabia desde 2013 do esquema de corrupção da Odebrecht no país. Na época, Martínez já era assessor jurídico de um grupo econômico ligado à obra.Em 2015, Pizano informou suas suspeitas a Martínez, que sustenta que só com investigações realizadas em 2017 foi possível confirmar que as descobertas do ex-auditor se relacionavam ao pagamento de propinas da Odebrecht. O novo procurador será escolhido pela Corte Suprema de Justiça a partir de uma lista indicada pelo presidente do país, Iván Duque.”Após considerar justificada a desqualificação da autoridade, a Suprema Corte solicita uma lista tríplice do presidente Iván Duque para que possa designar um procurador especial para agir na documentação de propinas da Odebrecht na Colômbia que a vice-procuradora-geral estava investigando”, disse a corte no Twitter.Martínez comemorou a indicação do procurador especial:— Celebro que, como o propus há dois anos ao Congresso colombiano, nos casos de impedimento, não sejam criados obstáculos, e que, como neste caso, o impedimento da vice-procuradora tenha sido aceito.Os subornos pagos pela construtora na Colômbia garantiram, por exemplo, que a brasileira fosse a única firma habilitada para a licitação do trecho 2 da Ruta del Sol, no valor de mais de US$ 28,5 milhões (R$ 108,5 milhões, na cotação atual).
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