Prisão de Pezão é 'extremamente triste', diz Jungmann


BRASÍLIA – O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou na tarde desta quinta-feira ser
“extremamente triste” a prisão do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB),
realizada nesta manhã pela Polícia Federal em mais um desdobramento da Lava-Jato no estado. Para o ministro, o Rio de
Janeiro vive uma “metástase” e que somente a atuação integrada do Judiciário com
o Ministério Público e a Polícia Federal poderão acabar com os “podres poderes”,
uma referência a música do cantor Caetano Veloso.- Olha, acho extremamente triste, de fato, você não pode ter nenhum motivo de
alegria por este fato (prisão de Pezão). agora , o que eu tenho dito e que o rio
de janeiro vive uma metástase, aonde o crime de mãos dadas com a corrupção ele
conseguiu penetrar no poder público e associada as milícias e ao tráfico de
drogas, a questão do crime organizado, infelizmente tem levado a esse estado de
coisas, mas o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal atuando
de forma integrada estão enfrentando os podres poderes – disse o ministro. conteudos-pezao-vizinhosJungmann
afirmou ainda que não falou com o presidente Michel Temer, correligionário de
Pezão, sobre a prisão.O ministro deu entrevista nesta tarde na sede do Ministério da Justiça para
falar sobre a Operação Escuridão, deflagrada pela PF em Roraima e que prendeu o
filho da governadora do estado Suely Campos (PP) e outras 10 pessoas suspeitas
de envolvimento em um esquema que desvio de dinheiro em contratos para
alimentação de presos que somavam R$ 70 milhões. Além da investigação da Polícia
Federal, o estado passa por uma “intervenção branca” segundo o ministro, com
todo o sistema prisional sendo administrado pelo Departamento Penitenciário
Nacional (Depen), que
montou uma força-tarefa em Roraima para retomar o controle da Penitenciária de
Monte Cristo, a maior do estado.De acordo com o ministro, graças à intervenção os índices de violência
diminuíram em Roraima e o poder público voltou a ter controle sobre o sistema
prisional, podendo inclusive identificar e mapear os presos. Havia um
descontrole nas penitenciárias e, por isso, o estado recebeu ajuda do governo
federal. Segundo Jungman,
antes da intervenção o Judiciário local não conseguia nem tomar depoimentos dos
presos, por não ter controle sobre os presídios.Questionado sobre a investigação que prendeu o filho da governadora, Jungmann afirmou que havia uma aliança entre as
autoridades e o crime organizado, mas não confirmou se a atual governadora está
entre os envolvidos.- Havia, sem sombra de dúvida, uma aliança entre agentes políticos, agentes
públicos e a corrupção e o crime organizado. E isso levou a uma situação da
maior gravidade aonde já tinha-se uma solicitação da procuradora-geral de
Justiça de intervenção no Estado, foi feita uma intervenção branca ou negociada
e, a partir dai, nós resgatamos o controle do sistema penitenciário – explicou o
ministro.
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