Prefeitura inicia as obras de recuperação da pérgula do Parque dos Patins


RIO — A prefeitura do Rio iniciou as obras de recuperação da pérgula do Parque dos Patins, na Lagoa Rodrigo de Freitas, após quase cinco meses de interdição. O acesso à área ao redor da estrutura de concreto foi bloqueado no dia 8 de julho pela Defesa Civil a pedido da Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente (Seconserma), que, na ocasião, admitiu o risco de pilares e vigas virem abaixo por causa de seu péssimo estado de conservação. Até o momento, apenas uma parte está prevista para ser demolida. O projeto está orçado em R$ 1,9 milhão.Os trabalhos começaram na última quinta-feira após autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O aval era necessário, pois o parque está localizado em área tombada pelo órgão e pelo decreto municipal nº 30936 desde o ano 2000 (o espaço compreendido vai da orla da Lagoa Rodrigo de Freitas até o meio-fio, na Avenida Borges de Medeiros e é projetado pelo Escritório Burle Marx). obrasPor volta das 8h30m desta sexta-feira, cerca de 30 operários trabalhavam no local. Eles montaram um canteiro de obras em frente ao espaco dedicado ao aluguel de bicicletas e triciclos. Moradora de Ipanema, Beatriz Howlett Martin leva diariamente seus cachorros para passear no parque. Ela diz que estava preocupada com o estado deteriorado da estrutura, mas considera que a melhor opção seria demoir de vez todo o complexo. — Achei que fossem esperar cair na cabeça de alguém para começarem as obras. Para mim, essa estrutura não faz sentido, porque não embeleza e nem faz sombra para as pessoas que andam de patins. Tem que demolir tudo, não serve para nada. Enquanto isso, o parque não tem banheiro, o estacionamento é caríssimo, está tudo cada vez mais abandonado — reclama Beatriz.Um trabalhador do parque que não quis se identificar diz que teme que as obras apenas “mascarem” os problemas. Seu medo é de que a estrutura caia em algum momento. — Pelo que eu vejo, não vão demolir, o que seria o certo. A estrutura está muito comprometida. Se eles só pintarem, depois de um ano o problema vai ser o mesmo. A vendedora de água de coco Ilsa Farias Navarro conta que está preocupada com o movimento de clientes em seu quiosque. Ela acredita que as obras vão prejudicar suas vendas durante o verão. — Estava muito perigoso mesmo. A área já estava interditada há um tempão, mas deixaram para começar a obra no pior momento, justo nas férias de verão.SIGA O GLOBO-BAIRROS NO TWITTER (OGlobo_Bairros)
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