Prefeitura do Rio consegue adiar por uma semana prazo para assumir operações no porto

RIO – Após uma longa reunião na noite desta quinta-feira, a Prefeitura do Rio conseguiu adiar por uma semana o prazo para a Concessionária Porto Maravilha deixar a administração da região. Em nota, a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp) informa as negociações com a Caixa Econômica Federal, gestora do Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha (FIIPM), responsável pelo pagamento da parceria público-privada (PPP), estão em andamento.”A Prefeitura do Rio empreende todos os esforços para a continuidade da maior operação urbana consorciada de revitalização em curso no País”, diz ainda a nota.A concessionária deixaria de administrar a área já a partir desta sexta-feira, restando a prefeitura assumir o papel. Na quarta-feira, o prefeito Marcello Crivella afirmou PPP do Porto Maravilha “fica em uma situação difícil” após a Caixa Econômica Federal ter declarado liquidez do Fundo de Investimentos Imobiliário da região. — A PPP fica em uma situação difícil. O que ocorre é que a Caixa é credora da Porto Maravilha, empresa contratada para a manutenção do lugar. Se não houver recursos para colocar na Porto Maravilha, é claro que o município vai fazer coleta de lixo, trocar lâmpadas, cuidar da segurança com a Guarda Municipal. Mas o ideal seria que a empresa contratada com a parceria tivesse recursos vindo do fundo — afirmou ele, durante a abertura dos Jogos Estudantis, no Parque Olímpico, na Barra. LEIA MAIS: Mercado acena com retomada da ocupação do Porto MaravilhaFalta de manutenção faz surgir fantasma da decadência na Orla CondePrefeitura reabre usina de asfalto do Caju e promete melhorias no RioNa ocasião, Crivella afirmou ainda que a Prefeitura do Rio quer ser parceira da Caixa em empreendimentos na Avenida Francisco Bicalho, na Zona Portuária: — Se a Caixa liberar R$ 1 bilhão de reais, há muito interesse de investidores privados em fazer obras ali, construírem ali, com o potencial construtivo que a prefeitura deu para aqueles terrenos para viabilizar o retorno dos R$ 7 bilhões de reais colocaram no projeto do fundo do Porto Maravilha. FUNDO ENFRENTA PROBLEMAS DE LIQUIDEZ PELA TERCEIRA VEZA falta de recursos foi reconhecida em um ofício enviado dia 11 de maio pela Caixa à Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto (Cdurp), que pertence à prefeitura e é responsável pela gestão do local. Essa é a terceira vez, desde 2015, que o fundo enfrenta problemas de liquidez. E, pela segunda vez no ano, a prefeitura terá que assumir a conservação do local. A diferença é que agora haverá uma suspensão completa da Parceria Público-Privada, podendo comprometer inclusive cronogramas futuros de investimento.No dia 15, seria iniciada uma nova etapa da PPP, que sem os recursos não será autorizada. A Porto Novo não poderá fazer qualquer serviço, pois não terá garantias de que receberá pelos trabalhos. Procurada, a empresa não se manifestou.
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