Por causa de um erro, traficante preso em Goiás ganha liberdade

Leomar de Oliveira Barbosa poderia ser solto se não tivesse outras condenações. Mas ele tem e sua ficha penal não foi checada.

 

Por causa de um erro, um traficante internacional de drogas que cumpria pena num presídio de Goiásx ganhou a liberdade, apesar de ter condenações por vários crimes.

A decisão de soltar Leomar de Oliveira Barbosa foi do ministro Marco Aurélio Mellox, do Supremo Tribunal Federal, mas, na decisão, o ministro frisou que ele só deveria ser solto se não tivesse preso por nenhum outro motivo.
O juiz federal de Goiâniax Aderico Rocha Santos, que expediu o alvará de soltura, também foi claro: não era para soltar o acusado caso ele estivesse preso por outro processo.
Mesmo assim, Leomar saiu pela porta da frente do presídio em Formosa, a 300 quilômetros de Goiânia.

Dois funcionários do presídio de Formosa que soltaram Leomar foram afastados das funções. A Diretoria de Administração Penitenciária afirmou que eles deveriam ter consultado o sistema da Justiça estadual antes de liberarem o preso. Contra Leomar existem outros processos pelos quais ele estava na penitenciária. São mais de 36 anos de condenação por cárcere privado, sequestro, roubo e tentativa de homicídio. Leomar só havia cumprido 12 anos da pena.

O sindicato da categoria declarou que os agentes não têm como checar a ficha dos presos.
“A maioria das unidades do sistema prisional goiano não tem nem computadores, então, é impossível se fazer essa consulta”, disse Maxsuell das Neves, presidente do sindicato.
Para o presidente da Comissão de Direito Penal da OABx de Goiás, os servidores penitenciários foram negligentes.
“É muito difícil acreditar que não houve uma checagem com um preso tão conhecido como o Leomar. A polícia tem todo um trabalho para prender um chefe, como ele é intitulado, de uma facção nacional e de uma hora para outra, ele é solto”, afirma Rogério Leal, presidente da Comissão de Direito Penal da OAB.

Os investigadores afirmam que Leomar faz parte de uma facção criminosa do Rio de Janeiro e já foi braço direito do traficante Fernandinho Beira-Mar. Trazia drogas, armas e munições do exterior.

O que dizem os citados
A Diretoria Geral de Administração Penitenciária de Goiás afirma que todos os presídios possuem computadores em funcionamento.

Em Brasíliax, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmannx, classificou a liberação do traficante como um equívoco criminoso.
Ao conceder o habeas corpus para o traficante, o ministro Marco Aurélio voltou a contrariar o entendimento da corte sobre prisão em segunda instância. No despacho, ele afirmou que o plenário não discutiu o tema de forma definitiva.

Leomar agora é considerado foragido da Justiça.
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