Polícia abre inquérito para investigar ofensa racista a professor de colégio da Unicamp


Ataques foram deixados no escaninho do docente na quarta-feira (19). Vítima vai prestar depoimento em delegacia de Campinas. Estudantes do Cotuca fazem ato contra bilhete preconceituoso deixado para professor
Ana Carolina de Moraes
A Polícia Civil de Campinas (SP) vai instaurar, nesta terça-feira (25), o inquérito para apurar ofensas racistas e homofóbicas contra um professor do Colégio Técnico de Campinas (Cotuca), vinculado à Unicamp. A informação foi confirmada pelo delegado do 4º Distrito Policial, responsável pela investigação, André Moreira. Os ataques foram deixados em um bilhete dentro do escaninho do docente de português.
De acordo com o delegado, a natureza da investigação será o artigo 20 da Lei de Crime Racial 7716/89, que trata de praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião e procedência nacional”. O professor vai prestar depoimento na delegacia nesta quarta-feira (26) e levará o bilhete para passar por perícia.
De acordo com a instituição, o bilhete foi deixado no armário do docente que é acessado pelos estudantes para deixar trabalhos escolares, o escaninho, na quarta-feira (19). O professor é substituto. Alunos informaram ao G1 e à EPTV, afiliada da TV Globo, que as ofensas contra ele vinham acontecendo há dias.
Em nota, o Cotuca informou que presta “solidariedade ao professor e exige respeito por todos os membros da comunidade”.
“O Cotuca preza pela convivência plural e diversa e não tolera nenhum tipo de discriminação. O Colégio repudia a ação e irá apurar o caso, buscando identificar as pessoas responsáveis e aplicar as medidas cabíveis”, diz o texto.
Entrada do Colégio Técnico de Campinas (Cotuca), vinculado à Unicamp, local onde professor sofreu ofensas racistas e homofóbicas.
Felipe Boldrini/EPTV
Veja mais notícias da região no G1 Campinas
Leia a notícia completa em G1 Polícia abre inquérito para investigar ofensa racista a professor de colégio da Unicamp

O que você pensa sobre isso?