PIB do 3º tri pouco impacta projeções de economistas para 2018


SÃO PAULO – O
desempenho da economia brasileira no terceiro trimestre gerou pouco impacto nas
projeções para a taxa de crescimento do país em 2018 e 2019. A expansão de 0,8%
da atividade entre julho e setembro ficou dentro do esperado pelo mercado. A
avaliação geral dos economistas consultados pelo GLOBO é a de que os resultados
reforçam a tendência de crescimento pequeno da economia brasileira daqui para
frente.Para
o professor de economia do Insper, Alexandre Chaia, o crescimento este ano
poderá chegar a 1,5%, ou até 1,6%, levemente acima das previsões do Focus, que
apontam expansão de 1,39%. — Vamos
observar como será o consumo das famílias neste último trimestre. Se ele
acelerar, o PIB pode crescer mais, já que o ambiente econômico melhorou. Mas é
preciso acompanhar se esse movimento de consumo não será um Sol temporário—,
alerta o especialista do Insper. A
Rosenberg revisou para baixo sua estimativa de crescimento do PIB para este
ano: de 1,5% para 1,4%. “Encerraremos
o ano com um crescimento moderado do PIB. Para 2019, mantemos a expectativa de
avanço de 2,8%, cenário baseado na perspectiva de inflação e juros baixos,
melhores perspectivas para o crédito e o consumo, recuperação do mercado de
trabalho e da confiança”, escreveram os economistas da consultoria. Para
o economista Sergio Vale, da consultoria MB Associados, 2018 deve fechar com
uma expansão do PIB de 1,4%, um pouco abaixo da previsão anterior, de 1,6%. Na
visão dele, os resultados do 3º trimestre divulgados nesta sexta-feira ainda
sofreram impacto negativo por causa dos 11 dias de greve dos caminhoneiros, em
maio, que reduziu o apetite de consumo das famílias. Para
2019, a projeção da MB para a economia brasileira segue de uma expansão de
2,2%. —
O ano que vem ainda será de ‘pibinho’. Consideramos que o próximo governo terá
que aprovar alguma reforma da Previdência, mas por causa da pressão contrária
no Congresso ela provavelmente estará longe de ser o ideal para estancar o
rombo nas contas públicas. O lado positivo é que a sinalização do próximo governo
em seguir com as reformas microeconômicas iniciadas pelo governo Michel Temer,
além de seguir com o programa de concessões de infraestrutura — diz Vale.GUINADA Para
Alberto Ramos, economista-chefe para América Latina do banco Goldman Sachs, em
Nova York, uma guinada mais forte da economia brasileira tem chances de
aparecer nos resultados do 4º trimestre. O motivo é o fim do ciclo eleitoral e
a perspectiva de uma guinada liberal do governo sob a batuta do economista
Paulo Guedes, escolhido pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para
comandar o Ministério da Economia.— Há
sinais de que o espírito animal do empresariado brasileiro está se
entusiasmando agora, passada a eleição. Mas para o otimismo de fato se
converter em crescimento é preciso ter validação empírica, ou seja, que as
reformas avancem. Do contrário, o crescimento deve seguir baixo porque ainda há
muita capacidade ociosa nos setores produtivos do Brasil — disse Ramos, que
manteve a previsão de uma expansão de 1,25% para a economia brasileira em 2018
e de 2,6% no ano que vem, impulsionada principalmente por uma demanda doméstica
mais forte por causa da lua de mel com o novo governo.
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